100 mil lotam centro do RJ em defesa da educação e contra a Reforma da Previdência

100 mil lotam centro do RJ em defesa da educação e contra a Reforma da Previdência

A luta em defesa da educação teve um segundo capítulo vitorioso, na noite da última quinta-feia (30). Reunidos no centro da cidade do Rio de Janeiro, desde o fim da tarde, cerca de 100 mil manifestantes fizeram do 2º Dia Nacional de Luta pela Educação um grande sucesso, mantendo acesa a luta contra os cortes no setor. A atividade também manifestou repúdio da sociedade à Reforma da Previdência, unindo a defesa da educação e o repúdio à Reforma numa mesma luta.

Convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e com o apoio das Centrais Sindicais, o ato reuniu diversas entidades, de todos os cantos do Rio de Janeiro, além de partidos políticos e cidadãos comuns. As críticas aos cortes na educação e repúdio à postura do Ministro da Educação, Abraham Weintraub se fizeram presentes em todas as falas. Considerado “mentor”do governo, o filósofo Olavo de Carvalho também foi alvo de duras críticas.

Parlamentares como o líder da Oposição na Câmara Federal, Deputado Alessandro Molon (PSB); a líder da Minoria, Deputada Federal Jandira Feghali (PCdoB), e lideranças progressistas como a Deputada Federal Talírai Petrone (PSOL) e o Deputado Federal Marcelo Freixo (PSOL) também marcaram presença. A Líder da Minioria, Jandira Feghali, aliou a defesa da Educação à defesa da Previdência Pública.

“Nós defendemos a liberdade, a diversidade, a democracia, a educação brasileira e a Previdência Pública. Não estamos aqui para defender privilégio nenhum, estamos aqui para defender o presente e o futuro da juventude brasileira. Estamos aqui para defender o ensino público, e para defender a aposentadoria em uma previdência solidária. Nós vamos defender a educação pública, quem defende a bandeira verde e amarela somos nós. A gente não bate continência para a bandeira americana.”, afirmou no carro de som a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Já no começo da noite, o ato seguiu em passeata rumo à Cinelândia lotando a Avenida Rio Branco de ponta a ponta. O Presidente da CTB Rio de Janeiro, Paulo Sérgio Farias fez uma avaliação positiva da atividade, convocando os trabalhadores para a Greve Geral.

“Mais uma vez hoje o Brasil literalmente parou em defesa da educação e contra os cortes promovidos pelo governo fascista de Jair Bolsonaro. A CTB se soma a essa jornada de lutas na perspectiva de derrotar essa política nefasta desse governo e exigir em paralelo a imediata revogação da EC 95 que está destruindo o país. Nossos atos de hoje em muito superam os atos do dia 26. E acenam a construção de uma vigorosa greve geral no dia 14 de junho. A CTB defende um projeto nacional de valorização do trabalho e da educação, para que possamos sonhar com uma nação livre, democraticamente desenvolvida, soberana e socialista. E Isso será construído derrotando esse governo fascista, excludente e entreguista das riquezas nacionais. Somos da opinião de que o momento exige maturidade política para construir uma alternativa democrática que sensibilize e faça com que a esquerda volte a ser a referencia do povo, que sua mensagem volte a ser a referência de projeto de nação. A greve do dia 14 tem como principal mensagem, além de objetivar parar o Brasil contra a Reforma da Previdência, a necessidade de barrar esse projeto do governo Bolsonaro.”- disse Paulo Sérgio Farias.

Foto: Pedro Rocha

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