21 DE JANEIRO: DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

21 DE JANEIRO: DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Desde 2007, ainda no Governo Lula, o Brasil comemora em 21 de Janeiro o “Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa”. Comemorar, no entanto, não é o verbo mais adequado para falar dessa data que, antes de ser um dia de festa, é um dia de luta em defeito da liberdade religiosa e do respeito à todas as crenças.

De acordo com dados do Governo Federal, em 2015 houve um aumento no número total de denúncias de violação de discriminação religiosa em relação a 2014 na proporção de 69,13%, o que demonstra claramente a importância dessa luta.

Denúncias de violações contra religiões de matriz africana, comunidades quilombolas, de terreiros e ciganas constituem a maioria dos caso e podem ser feitas pelo Disque 100, serviço do governo federal para receber denúncias de violações de direitos humanos.

A promoção da libertdade religiosa é uma importante forma de preservar as tradições, idiomas, conhecimentos e valores dos primeiros negros africanos escravizados trazidos para o Brasil e as religiões de matriz africana foram incorporadas à cultura brasileira e se tornaram uma importante característica da identidade nacional. Entretanto, o racismo ainda tenta impedir o culto à ancestralidade negra tornando seus adeptos vítimas recorrentes do preconceito e da intolerância.

A CTB-RJ manifesta sua posição em defesa da liberdade religiosa e convoca sua base a fazer dessa bandeira uma luta do dia a dia em todos os espaços. Respeitar o direito à liberdade religiosa é uma das bases para construir a sociedade que nós queremos.

Histórico da data – Em outubro de 1999 o Brasil testemunhou um dos casos mais drásticos de preconceito contra os religiosos de matriz africana. O jornal Folha Universal estampou em sua capa uma foto da Iyalorixá Gildásia dos Santos e Santos – a Mãe Gilda – trajada com roupas de sacerdotisa para ilustrar uma matéria cujo título era: “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”.  A casa da Mãe Gilda foi invadida, seu marido foi agredido verbal e fisicamente, e seu Terreiro foi depredado por evangélicos. Mãe Gilda não suportou os ataques e, após enfartar, faleceu no dia 21 de janeiro de 2000.

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