300 mil lotam ruas do Rio de Janeiro em defesa da Educação

300 mil lotam ruas do Rio de Janeiro em defesa da Educação

Mais de 300 mil trabalhadores e estudantes lotaram as ruas do Rio de Janeiro em um histórico protesto em defesa da Educação. A Greve Nacional da Educação, convocada pelas entidades do setor contra a Reforma da Previdência, ganhou fôlego após os absurdos cortes do governo na área e uniram as forças populares e democráticas em defesa da Educação e de uma nação soberana.

Desde cedo, em diversos pontos do País, as praças estavam tomadas de professores, estudantes e pesquisadores ministrando aulas púbicas e fazendo protestos. Ao todo, mais de 230 cidades do País registraram atividades. No Rio de Janeiro aconteceram atividades em todas as regiões: Angra dos Reis, Volta Redonda, Niterói, Maricá, Macaé, Campos, Itaperuna, Petrópolis, dentre outros municípios registraram atividades. Na Capital, aulas públicas tomaram conta da Praça XV, da Praça Saens Pena e do Largo do Machado.

No fim do dia, na Igreja da Candelária, um verdadeiro tsunami de pessoas lotou as ruas do centro da cidade em uma enorme macha cívica pela educação pública. Sob palavras de ordem que diziam que o governo tinha dinheiro para milícias mas não para educação e que os cortes seriam derrubados pelo povo, os manifestantes seguiram até a Central do Brasil em um dos maiores protestos dos últimos tempos.

“Um tsunami atingiu hoje o governo Jair Bolsonaro. Conforme ele mesmo havia previsto, a onda gigantesca que atingiu o Brasil nesse dia 15 de maio pode ter feito um estrago incalculável nesse governo de irracionais. A onda gigante, movida por uma energia colossal foi capaz de fazer seus efeitos chegarem a lugares longínquos da nossa pátria. Isso significa que o movimento adquire uma envergadura nacional, patriótica, de defesa de um projeto nacional e a educação sem dúvida é um dos seus principais pilares. A acumulação de forças já se faz sentir, já da para perceber a vontade dos jovens, dos trabalhadores e trabalhadoras, dos sindicatos e das centrais sindicais, dos partidos políticos e organizações diversas do campo popular envolvidos na construção do dia 14 de junho. Bolsonaro e Mourão, podem esperar, o tsunami vai passar por cima deles com tudo. A luta é pra valer.” – afirmou Paulo Sergio Farias, presidente da CTB-RJ

Além de convocar para a Greve Geral do dia 14, o ato se encerrou mantendo acesa a chama das mobilizações, com as entidades estudantis já convidando, para o próximo dia 30, um novo dia nacional de lutas em defesa da Educação.

Foto: Pedro Rocha

Leia também...

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Cancelar comentário