Casa da Moeda: categoria quer garantias do acordo coletivo de 2019

Casa da Moeda: categoria quer garantias do acordo coletivo de 2019

Os trabalhadores da Casa da Moeda se reuniram nesta segunda-feira (dia 13), e uma das pautas discutidas no encontro foi a manutenção das regras das cláusulas sociais garantidas no acordo coletivo de 2019 — como as do plano de saúde e do auxílio-transporte —, enquanto o acordo de 2020 não sai. Foi o que explicou o presidente do Sindicato Nacional dos Moedeiros, Aluizio Junior. Na sexta-feira (dia 10), a categoria fez um protesto contra a fala do diretor da instituição, Fábio Rito Barbosa, em entrevista concedida à GloboNews, sobre demissões e privatização. Um grupo de funcionários, inclusive, paralisou os trabalhos.

— Ele criou uma narrativa que não é verdadeira, porque ele fala que a Casa da Moeda gastou 46% de seu faturamento bruto com pessoal. Pode ser um pouco verdade, mas desde 2017 o governo federal tirou R$ 1,5 bilhão — 60% do faturamento da instituição —, quando tirou o Siconv (serviço de selo fiscal digital e rastreável). O trabalhador não é responsável pela situação em que a empresa está. Foi uma decisão de governo, de desmonte, que começou a partir de 2016.

Sobre a manifestação da sexta-feira, o presidente explicou que não foi um movimento planejado e que o ato foi fruto da insatisfação da categoria com a atual gestão:

— Não fizemos greve. O que aconteceu foi um estopim, uma reação não planejada. Estamos com o acordo coletivo para ser julgado no TST (Tribunal Superior do Trabalho) em março, e o acordo de 2020 está em fase de negociação. Nossa data-base é janeiro e estamos negociando.

Aluizio contou que a direção da Casa da Moeda comunicou aos trabalhadores, no fim de dezembro, sobre o fim do cumprimento das cláusulas sociais. Mas, segundo ele, há cerca de 500 funcionários antigos da instituição que têm direito ao pagamento de seus planos de saúde de forma integral, por parte da Casa da Moeda, porque já trabalhavam na estatal antes da publicação da resolução que trata do tema. Em relação ao auxílio-transporte, a direção quer aumentar o desconto cobrado do funcionário de 1% para 6%.

— A direção parece que não entende ou não conhece a regulamentação (do plano de sáude) e acha que não deve respeitar isso, que já é um direito adquirido dessas pessoas — criticou.

Fonte: Jornal Extra

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