CETEBISTAS PARTICIPAM DE DIA DE AÇÃO CONTINENTAL DO ESNA

CETEBISTAS PARTICIPAM DE DIA DE AÇÃO CONTINENTAL DO ESNA

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro, como parte da deliberação do VI Encontro Sindical Nossa América (ESNA), realizado em maio na cidade de Havana (Cuba), realizaram na noite de 1º de Agosto, o Dia de Ação Continental do ESNA. O evento reuniu dezenas de lideranças sindicais no auditório do Sintect-RJ (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) e contou com a presença do Secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, do representante da Marcha Patriótica da Colômbia, Sergio Quintero, do Representante da Federação Árabe-Palestina do Brasil (FEPAL), Emir Mourad e do Vice-Presidente da Federação Sindical Mundial (FSM) João Batista Lemos.

 

A abertura do evento contou com uma saudação do Presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, que valorizou a presença dos sindicalistas para debater causas importantes como o processo de paz na Colômbia, o processo revolucionário na Venezuela e a agressão imperialista na Palestina. Segundo Leite “é muito importante para a CTB-RJ organizar um espaço qualificado para debater temas tão importantes da conjuntura internacional.”

 

Coube ao Secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Ferreira, a tarefa de apresentar ao público o Dia de Ação Continental do ESNA. Divanilton explicou da importância do encontro, que possibilita, na visão de Divanilton “a chance de unificar os movimentos classistas na América Latina”. O secretario cetebista também afirmou que o Dia de Ação Continental do ESNA foi uma deliberação da última edição do encontro e ressaltou que aconteceram atividades em diversos estados brasileiros, promovidas pela CTB.

 

O primeiro debatedor a falar foi o representante da FEPAL, Emir Mourad que fez uma profunda exposição da situação que acontece na Palestina,  não economizando nas críticas à Israel. Emir elogiou o papel dos países latino-americanos, com destaque para Brasil que chamou o embaixador em Israel para vistas e para a Bolívia que rompeu relações diplomáticas com o Estado Sionista e o papel das centrais sindicais, em especial a CTB e a CUT, pelo apoio à luta do povo palestino. Por conta desse papel desempenhado pela CTB, o representante da FEPAL presenteou o Presidente da CTB-RJ com um lenço que  pela tradição árabe simboliza a luta do povo palestino.

 

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Segundo Emir, Israel exerce para com o povo palestino, uma espécie de colonialismo, mas que diferentemente do colonialismo portugês no Brasil, não busca explorar a mão de obra negra e indígena ou extrair riquezas. Nas palavras de Emir, “o colonialismo sionista não quer explorar os palestinos, ele quer substituir a população nativa por outra. É uma limpeza étnica que eles vem desenvolvendo ao longo das últimas décadas.”

 

O Representante da Marcha Patriótica da Colômbia, Sergio Quintero, valorizou a relação com a CTB e se mostrou solidário à causa palestina lembrando que Israel tem forte atuação na América Latina e que esta atuação deve ser combatida. Quintero ressaltou que o surgimento das guerrilhas da colômbia “são uma são consequências das condições precárias que a Colômbia. Não é outra coisa senão a resposta do povo às agressões que estes sofrem da burguesia e do estado.” Sergio também alertou para o fato de que “o papel que está cumprindo Israel no Oriente Médio é o papel que a Colômbia vai cumprir na América Latina em pouco tempo se for adiante a articulação que os EUA mantém com a Colômbia.”

 

Último palestrante a se manifestar na atividade,  João Batista Lemos, defendeu a unidade das forças progressistas para enfrentar a ofensiva imperialista. Elogiou a coragem da atuação da Presidenta Dilma ao chamar o embaixador brasileiro em Israel mas lembrou que as organizações de esquerda devem se unir e cobrar atitudes mais enérgicas, inclusive na crítica ao papel dos Estados Unidos ao apoiar o genocídio do povo palestino. Nas palavras de Batista, o que Israel faz com a Palestina é um genocídio e existe uma falta de esforços  do governo israelense pela pois “Israel diz que não pode negociar com o Hamas por ser uma organização terrorista, mas na prática o Estado de Israel é um Estado Terrorista.”

A atividade contou com grande participação do público, que debateu o tema com afinco e reafirmou mais uma vez o compromisso dos cetebistas com a unidade latino-americana, a paz e a soberania dos povos.

 

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