Coletivo de Mulheres da CTB-RJ se reúne e planeja atividades

Coletivo de Mulheres da CTB-RJ se reúne e planeja atividades

O Coletivo de Mulheres Trabalhadoras da CTB Rio de Janeiro fez uma reunião na última quarta-feira (22), através do aplicativo zoom. Totalmente virtual, a reunião respeitou as normas de isolamento social que a CTB vem cumprindo, e teve a participação de quase 30 mulheres das mais variadas categorias. A Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Kátia Branco, aprovou o modelo de reunião e demonstrou boas expectativas com as agendas futuras da pasta.

“Esse novo modelo de reunião, que fizemos em virtude da pandemia, foi muito bem sucedido. Conseguimos fazer um debate qualificado e apontar para grandes agendas da Secretaria da Mulher Trabalhadora. Nossa luta segue firme mesmo em tempos de pandemia.” – comentou Kátia Branco.

A reunião teve início com uma saudação especial do Presidente da CTB-RJ que provou o debate com a questão “que caminhos as mulheres apresentam para saírmos da atual crise econômica e sanitária”? Essa pergunta começou a ser respondida nas intervenções especiais de conjuntura feitas pela ex-presidenta da UBM, a eletricitária Sonia Latgé, e a dirigente nacional da CTB, a metalúrgica Mônica Custódio.

 A companheira Sonia Latgé fez uma apresentação onde retratou o contexto mundial introduzido pela crise sanitária da pandemia COVID-19, afirmando que o mesmo acirrou ainda mais a luta de classes, as desigualdades psíquicas e cognitivas,  aumentou o desemprego, tudo isso dentro de uma  fortíssima  disputa da narrativa de desmonte do Estado, do SUS, da Educação, da Saúde, Saneamento Básico, dentre outras áreas.

“Este novo cenário nos remete ao necessário significado de enfrentar o capital no Brasil e recuperar o valor dos Sindicados, muitos deles desfacelados,  para reconstruir nossas conquistas seculares frente ao capital mais violento.  Precisamos reforçar que a riqueza da nação é produzida pela força do trabalho e estudos atuais demonstram que 28 horas de trabalho já não entram na renumeração mensal do trabalhador.  Precisamos lutar pela renda básica universal de 1.200 dólares.  Devemos, ainda, unir esforços para propagar o Socialismo e aumentar a consciência de classe.” – defendeu Latgé.

Além de debater os temas da conjuntura, as mulheres trabalhadoras decidiram por um calendário de debates, transmitidos sob formatos de Live, que serão conduzidos pela secretaria. O primeiro debate será uma parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção à Igualdade Racial e com o Coletivo Antirracista da CTB-RJ, uma live em homenagem às Mulheres Negras e em comemoração ao 25 de Julho, o Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. Essa live será transmitida no próximo dia 30, às 15 horas no Facebook da CTB-RJ.

“A importância do 25 de Julho na atual conjuntura é o papel do enfrentamento direto contra um governo que explicitamente sempre se colocou de forma adversa as pautas essencialmente populares e substancial a vida do povo brasileiro, de maioria negra. É o enfrentamento direto ao governante boçal de extrema direita que nunca negou sua aversão a essa população, e o que ela representa. Assim como sua política segregacionista e necropolítica. A necessidade de dar visibilidade a pauta das Mulheres Negras, é pelo bem comum que se apresenta pela autonomia politica, resistência e denuncia do estado mínimo para o povo brasileiro e máximo para o menos de 1% que controlam a economia do país. As Mulheres Negras continuam em sua marcha contra o racismo e a violência e pelo bem viver.” – defendeu Mônica Custódio.

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