Comerciários contra o racismo

Comerciários contra o racismo

O Sindicato dos Comerciários do Rio realizou nesta quinta-feira (17/5) o debate “130 anos da luta racial no Brasil e o mercado de trabalho”, em alusão à passagem do dia 13 de maio, data que marca a abolição da escravidão no Brasil. Realizado na subsede de Madureira, o debate contou com o ex-ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, e a secretária nacional de Igualdade Racial da CTB, Mônica Custódio, além da participação de grande número de comerciários que trabalham no bairro.

“A gente vive hoje com o governo Temer um momento muito difícil de crise política e econômica. É um quadro que exige de nós uma forte resistência, pois é nessas horas que afloram o racismo, o fascismo e outros preconceitos. Nesse sentido, é muito importante o Coletivo de Igualdade Racial ter organizado um evento como esse, para que possamos fortalecer nossas posições e nos aproximar ainda mais dos problemas que afetam os comerciários no dia a dia”, contextualizou o presidente do Sindicato, Márcio Ayer.

“A luta da categoria por mais respeito tem várias frentes. Discutimos os direitos dos trabalhadores jovens, mulheres, LGBTs e também as questões dos trabalhadores negros e negras”, pontuou o secretário geral do Sindicato, Marcelo Black. “Enfrentar o racismo é fundamental para se promover a igualdade”, acrescentou a diretora Fabiana Lemos, que ao lado de Black é uma das coordenadoras do Coletivo de Igualdade Racial do Sindicato.

Superação da discriminação – Além de discutir as raízes históricas da desigualdade racial, o debate girou em torno dos caminhos para superar o racismo ainda presente no mercado de trabalho. “Em 1888, após mais de 300 anos de escravidão, os negros receberam uma liberdade sem asas. Até hoje, a maioria dos negros e negras continua fora dos espaços de poder, ocupa as funções menos qualificadas no mercado de trabalho, na condição de maiores agentes e vítimas da violência”, comentou Edson Santos, autor do primeiro Feriado Municipal de Zumbi dos Palmares, comemorado no Rio desde 1992. “No Brasil, antes de mais nada, a luta anti-racismo é a luta de classes”, lacrou Mônica Custódio.

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