Comerciários: Paralisações mostram o caminho da vitória

Comerciários: Paralisações mostram o caminho da vitória

Cansados da enrolação dos patrões nas negociações da campanha salarial deste ano, os comerciários começam a paralisar lojas e supermercados pela cidade. Na última terça e quarta (24 e 25/7) os trabalhadores do Mundial da Rua do Riachuelo, no centro da cidade, fecharam o supermercado em protesto pela volta dos 100% nos feriados e pelo fim das represálias contra o movimento, dentre outras pautas. Com a pressão, os patrões do Mundial pediram uma negociação direta com o Sindicato para agilizar o reajuste e a discussão sobre nossos direitos.

Ontem (26/7), foi a vez dos comerciários do Zona Sul de Ipanema mostrarem que já passou da hora dos patrões fazerem propostas sérias para o nosso reajuste salarial. Após assembleia, os trabalhadores fizeram uma paralisação de advertência pela manhã e prometem repetir a dose em Ipanema e onde mais for necessário.

Valorização, ou greve! – “Essa é a única linguagem que os patrões entendem. A paralisação é um recurso legítimo para fazer valer nossos direitos. E não adianta perseguir as lideranças do movimento nas lojas. O Ministério Público do Trabalho já está investigando as perseguições e pode ficar ainda pior para as empresas. Os comerciários apenas estão dando o recado que estava engasgado em nossa garganta: valorização, ou greve!”, explica Alexsandra Nogueira, presidenta interina do Sindicato dos Comerciários.

“Em outras lojas, os comerciários só estão esperando a chegada do Sindicato para cruzarem os braços. Se os patrões continuarem enrolando os trabalhadores, as paralisações vão pipocar por toda a cidade”, adverte Márcio Ayer, presidente licenciado do Sindicato.

Lojas de shopping e de rua – Não é só o patrão de supermercado que quer pagar pra ver até onde vai a revolta dos funcionários. Na negociação com o Sindilojas, realizada na última terça-feira (27/7), os patrões insistiram no reajustinho de 1,5% para os pisos e salários e ZERO para as demais cláusulas econômicas, como vale-alimentação e gratificações. A presidenta interina Alexandra Nogueira avisou que se os patrões se recusam a negociar, a resposta será nas ruas.

“Nós estamos na sexta mesa de negociação e a única coisa que recebemos das empresas foi um reajuste que não paga nem um quilo de carne no açougue. Com acordo de banco de horas vencido, as empresas vão começar a ser multadas e o patrão vai sentir no bolso. Ou o Sindilojas se mexe para termos um acordo coletivo decente, ou o comércio do Rio vai parar”, finaliza Alexsandra.

O Sindicato afirma que vai continuar passando nas lojas e mobilizando os trabalhadores. Patrão só abre a mão na base da pressão!

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