Crime no Campo: Trabalhador Rural é assassinado por pistoleiros em São Pedro da Aldeia

Crime no Campo: Trabalhador Rural é assassinado por pistoleiros em São Pedro da Aldeia

Os ataques aos trabalhadores rurais do Acampamento Emiliano Zapata, em São Pedro da Aldeia, atingiram seu ápice no último dia 8. Segundo informações locais, o trabalhador Carlos Augusto Gomes, conhecido como Mineiro, foi morto a tiros por pistoleiros que aterrorizam os trabalhadores que vivem no local. O assassinato ocorre pouco depois dos ataques que destruíram a casa e a plantação dos moradores do acampamento. Após o caso, o presidente da Fetagri-RJ, Oto dos Santos, revelou que também está sofrendo ameaças de morte em função do apoio que vem dando aos acampados.

Testemunhas acusam policiais do 25º BPM, que estariam a serviço do fazendeido Matheus Canellas de serem os responsáveis pelos ataques e pelos crimes. A CTB Rio de Janeiro já acionou deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) e organizações de direitos humanos buscando criar uma rede de proteção aos trabalhadores que ainda residem no local.

O Acampamento Emiliano Zapata é organizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio de Janeiro (Fetagri/RJ) e conta com apoio da CTB Rio de Janeiro. A terra onde os trabalhadores se encontram assentados (Fazenda Negreiros) foi desapropriada pelo Incra em 2008. No entanto, apenas 450 hectares da fazenda foram efetivamente destinados para a reforma agrária, área onde foi criado o Assentamento Ademar Moreira, com 21 famílias. Os outros 820 hectares da fazenda acabaram não sendo destinados a assentamento, o que gerou a ocupação pelos trabalhadores e trabalhadoras desde 2017, com cerca de 40 famílias residindo no local.

Desde então, as intimidações são constantes. Os trabalhadores responsabilizam o fazendeiro Mateus Canellas, que se reivindica proprietário da área. Eles acusam o fazendeiro de ser o responsável pelo incêndio de casas e assassinato de animais no natal de 2018 e pelos ataques do último dia 6. Os acampados também denunciam que policiais militares atuam como jagunços, ao lado do fazendeiro Mateus.

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