CTB CONVOCA PARA ATO CONTRA EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE NEGRA

CTB CONVOCA PARA ATO CONTRA EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE NEGRA

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil convoca sua base social para comparecer ao ato contra o extermínio da juventude negra que irá ocorrer no próximo dia 3, às 17 horas no Viaduto Negrão de Lima, em Madureira.

A atividade acontece após 5 jovens serem fuzilados em um carro por policiais militares. Contra o carro foram disparados, segundo dados da perícia, cerca de 110 tiros o que reafirma o caráter de execução para o atentado à vida destes jovens.

Os números da violência contra a juventude negra são chocantes. O diagnóstico produzido pelo Governo Federal apresentado ao Conselho Nacional de Juventude – CONJUVE mostra vetores importantes desta realidade, para além dos socioeconômicos: a condição geracional e a condição racial dos vitimizados. Em 2010, morreram no Brasil 49.932 pessoas vítimas de homicídio, ou seja, 26,2 a cada 100 mil habitantes. 70,6% das vítimas eram negras. Em 2010, 26.854 jovens entre 15 e 29 foram vítimas de homicídio, ou seja, 53,5% do total; 74,6% dos jovens assassinados eram negros e 91,3% das vítimas de homicídio eram do sexo masculino. Já as vítimas jovens (ente 15 e 29 anos) correspondem a 53% do total e a diferença entre jovens brancos e negros salta de 4.807 para 12.190 homicídios, entre 2000 e 2009. Os dados foram recolhidos do DataSUS/Ministério da Saúde e do Mapa da Violência 2011. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou casos de violência contra jovens negros e pobres no Brasil concluiu que essa parcela da população vem sendo vítima de uma espécie de “genocídio simbólico”.  Estatísticas e fatos apurados pela CPI ao longo de quatro meses colocam o homicídio como a principal causa de morte de brasileiros entre 15 e 29 anos e definem o perfil predominante das vítimas: negros do sexo masculino, com baixa escolaridade e moradores das periferias.

A luta contra o extermínio da juventude negra é urgente e a CTB faz um chamado à toda classe trabalhadora não apenas para participar do ato em Madureira, mas também para se inserir na luta diária contra o racismo e pela promoção da igualdade racial.

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