CTB PARTICIPA DE ATO CONTRA GENOCÍDIO DA JUVENTUDE NEGRA

CTB PARTICIPA DE ATO CONTRA GENOCÍDIO DA JUVENTUDE NEGRA

Aconteceu ontem, em Madureira, um ato organizado de forma coletiva contra o genocídio da juventude negra. As atividades se iniciaram por volta das 16h, com panfletagem próximo à estação de trem do bairro. Às 17 horas teve início a concentração nas imediações do Viaduto Negrão de Lima.

Durante a concentração, além das falas dos presentes repudiando o racismo institucional que está levando ao genocídio da juventude negra, ocorreram apresentações teatrais que simbolizavam o genocídio da juventude negra feitas por estudantes da UFRJ.

Na avaliação da Secretária Nacional de Promoção da Igualdade Racial da CTB e diretora do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Mônica Custódio, o ato foi vitorioso especialmente por atrair uma nova juventude para essa luta:

– Foi um ato maravilhoso, respeitável. Nossa avaliação é extremamente positiva. Conseguimos atrair uma juventude muito jovem, com muita disposição de luta, muito esclarecidos e com muita lucidez sobre o que se estava tratando. Esse momento é muito importante! Acontece ainda no embalo dos debates mês da consciência negra, do mês que aconteceu a marcha das mulheres negras e no mês, agora que está entrando, onde se debate a questão dos direitos humanos e que se pede reflexão de qual o papel do estado e da gente enquanto cidadão.

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O ato seguiu em Caminhada até o Parque Madureira com parada na Regional de Madureira. No Parque de Madureira, os manifestantes entraram em silêncio e fizeram uma intervenção contra o racismo no Baile Black. Edson Santana, do Coletivo Osvaldão, também avaliou o movimento como sendo muito positivo.

– O ato de ontem foi muito importante pro movimento negro no Rio de Janeiro e no Brasil, mas principalmente ele denunciou a prática que o nosso estado e as instituições policiais cumprem. O que significa, na pratica, um massacre da juventude negra. Foi também importante para denunciar a atitude da polícia para apontar a perspectiva de desmilitarizar a PM e a defesa do fim dos autos de resistência que são o mecanismo jurídico para os policiais cometerem esse genocídio e saírem impunes.

A organização do ato irá se reunir na semana que vem para avaliar o ato e possivelmente instalar um fórum amplo contra o genocídio da juventude negra. Militante do movimento sindical, da CTB e da UNEGRO, Claudia Vitalino também elogiou a atividade:

– O ato, pra gente, foi vitorioso pelo local que foi e pelas pessoas que estavam. Na verdade o que a gene percebeu é que a população negra e de periferia estão avançadas e não aguentam mais. Nós, enquanto movimento negro e como trabalhadores, estamos nos organizando, deixando de lado aquilo que nos afasta e focando na luta que nos une. Quando nós, negros, conseguimos nos organizar, nós conquistamos vitórias.

É um grito dos invisíveis, porque isso acontece cotidianamente e na verdade a mídia não enxerga. O Racismo institucional que faz que isso aconteça.

 

Créditos das Fotos: Eloá Custódio

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