CTB PARTICIPA DE SEMINÁRIO DO SETOR NAVAL PROMOVIDO PELO SINDIMETAL-RIO

CTB PARTICIPA DE SEMINÁRIO DO SETOR NAVAL PROMOVIDO PELO SINDIMETAL-RIO

O Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro (Sindimetal-Rio) realizou nesta segunda-feira (5) um seminário para debater questões referentes ao setor naval. A atividade teve sua mesa de abertura convocada pelo presidente do Sindimetal-Rio, Jesus Cardoso, representantes da CTB, da CUT, do Sindicato dos Metalúrgicos de Angra dos Reis e da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

O presidente do Sindimetal-Rio, Jesus Cardoso, chamou atenção para as ameaças da direita e afirmou que o seminário é importante por ter “prioridade em superar divergências e foco na coletividade, na união dos trabalhadores e das centrais sindicais”. Segundo Jesus, é preciso “pressionar o governo para que ele retome para os rumos para os quais o elegemos”.

O representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jadir Baptista, valorizou o Sindicato e sua diretoria, que definiu como sendo históricos e defendeu a unidade dos trabalhadores. O dirigente foi crítico à política econômica do Governo Dilma e afirmou que “Levy não nos representa, não foi eleito por nós”. Logo após Jadir, coube à diretora Kátia do Sindimetal-Rio fazer uma saudação onde agradeceu a presença de todos e se colocou à disposição para o debate e para novos aprendizados.

Representando a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Fórum do Setor Naval, Joacir Pedro deu inúmeros informes de articulações da federação com o congresso nacional e com variadas esferas de poder. O dirigente da FUP defendeu mais articulação das entidades e chamou a unidade afirmando que “temos que estar unidos em defesa do emprego e da indústria naval”.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro (CTB-RJ), Ronaldo Leite, saudou os presentes, valorizou a atividade e defendeu que é “necessária a unidade dos trabalhadores para enfrentar o momento de crise”. Para Leite, existem “interesses por detrás dos vazamentos seletivos da operação Lava-Jato” e se faz necessária uma “contra-ofensiva dos trabalhadores em defesa do emprego, da democracia e da retomada do crescimento”.

O diretor do Setor Naval do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, Bento, chamou atenção dos trabalhadores pra a ofensiva aos direitos que ocorre por parte dos setores conservadores do País. Nas palavras de Bento é preciso “estar atendo às covardias que estão fazendo com os trabalhadores”.

Na segunda mesa estiveram presentes o diretor do Sindimetal-Rio, Monteiro, e o representante do Dieese, Jardel Leal. Monteiro fez uma contundente fala em defesa da Petrobrás e da Indústria Naval e disse que é “importante que estejamos unidos para que nossa indústria seja forte e gere emprego”. Jardel analisou o quadro de crise econômica atentando para questões políticas que influenciam a economia do Brasil. Nas palavras de Jardel “a partir de Junho de 2013 foi aberta a possibilidade de se mudar os rumos do País. As taxas de investimento começaram a cair e mesmo com a redução dos juros e com o governo abrindo mão de impostos os investimentos não retornaram.” O representante do Dieese afirma categoricamente que há uma “crise política por detrás da crise econômica”. O economista também afirmou que o País “tem uma estrutura tributária baseada no consumo que beneficia quem tem mais dinheiro e prejudica os trabalhadores”.

Na parte da tarde, o seminário contou com a presença do presidente da Fitmetal, Marcelino Rocha, que falou sobre as várias campanhas salariais em curso no país e suas dificuldades. Destacou ainda os ataques aos direitos dos trabalhadores no Congresso Nacional, principalmente nesta legislatura onde a bancada da classe trabalhadora diminuiu significativamente. Defendeu ainda a unidade das centrais sindicais e das federações e elencou algumas propostas, como a criação de um acordo coletivo nacional dos metalúrgicos. A mesa contou ainda com a participação dos diretores Raimunda Leone e Bira.

Além da direção do Sindicato, o seminário reuniu as comissões de fábrica dos estaleiros Eisa e Enseada, e trabalhadores de outras empresas.

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