CTB PARTICIPA DO FORO DE SÃO PAULO

CTB PARTICIPA DO FORO DE SÃO PAULO

O Presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, participou, em conjunto com os dirigentes cetebistas Vitor Espinosa e Fábio Matos, na semana passada da 20ª edição do Foro de São Paulo, realizado em La Paz (Bolívia). O Foro de São Paulo (FSP) foi criado em 1990, quando partidos da América Latina e Caribe se reuniram com o objetivo de debater a nova conjuntura internacional pós-queda do Muro de Berlim e as consequências da implantação de políticas neoliberais pela maioria dos governos da região. A proposta principal foi discutir uma alternativa popular e democrática ao neoliberalismo, que estava entrando na fase de ampla implementação mundial.

Durante o Foro se realizou a 4ª Edição do Seminário de Balanço dos governos progressistas e de Esquerda. A importância deste seminário se traduziu nas palavras de Iole Lopes, da Fundação Perseu Abramo que afirmou que “há 25 anos quando nasceu o Foro de São Paulo, contávamos apenas com Cuba e hoje são 10 governos progressistas na América Latina”.

O auge do Foro foi a participação do Vice-Presidente da Bolívia, Alvaro Garcia Linera, na mesa de abertura do Foro. Para ele, “os Estados Unidos já não é mais a potencia imperial, dirigente do mundo. Segue dominando porém tem que faze-lo usando seus canhões, suas tropas especiais e seu intervencionismo brutal em cada uma das regiões”. Rodrigo Cabezas, do PSUV da Venezuela, que também participou da mesa inaugural do foro disse que “Nos negamos a aceitar como povos que uma potencia, por muito poderosa que seja, dite os destinos da pátria, da América Latina, do povo. Nos une o Foro de São Paulo nossa luta comum contra o neoliberalismo! Não somos muitos povos, somos um povo, que é a Pátria grande da America Latina. Venceremos!!!”

Os partidos integrantes assinalam na Declaração Final do 20º Encontro do Foro de São Paulo, que reafirmam seu compromisso com o conteúdo das declarações anteriores, que “apoiam a independência de Porto Rico e exigem a imediata libertação de Oscar Lopez Rivera”, o preso político mais antigo do continente. Rivera foi detido em 1981 e tem duas condenações que somam 70 anos.

O documento reafirma a reprovação do FSP a todas as formas de colonialismo e a dominação europeia em Martinica, Guadalupe, Aruba, Bonaire, Curaçao e Guiana Francesa, ressaltando o direito destes à autodeterminação.

Também segue vigente a condenação ao bloqueio dos EUA contra Cuba: “permanece criminoso, injusto e desumano”. Da mesma forma, o FSP reitera a necessidade de lutar pelos antiterroristas cubanos que estão presos nos Estado Unidos há 15 anos.

A soberania Argentina sobre as Malvinas também é um tema que segue na pauta do grupo de trabalho do Foro, “como uma causa latino-americana e caribenha e desde a perspectiva do estabelecimento de uma América Latina como região de paz”.

Também neste sentido, o texto da declaração final afirma que “é importante para a região apoiar resolutamente o diálogo de paz entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo colombiano”. Os partidos do FSP expressam o desejo de que o processo de paz se dê “em um ambiente de cessar fogo bilateral entre as partes” e ressalta a importância da “humanização do conflito”.

As Farc e o governo colombiano discutem desde novembro de 2012 uma agenda de seis pontos com o propósito de marcar uma solução política que permita o estabelecimento de uma paz estável e duradoura, após mais de cinco décadas de confronto. As partes já chegaram a acordos parciais sobre o desenvolvimento agrário integral, participação política e solução ao problema das drogas ilícitas.

“Respaldamos também a abertura de negociações com o Exército de Libertação Nacional (ELN)”, segunda guerrilha mais importante da Colômbia, expressa o documento final.

Durante os cinco dias de atividades do Foro, houve uma unanimidade em relação à um tema: a necessidade urgente de apoio aos processos eleitorais no Brasil, Uruguai e Bolívia. Os três países passam por processos de avanço no campo progressista, que, se interrompidos, podem significar um retrocesso ao projeto de integração regional. O documento convoca “a todos para a próxima e imediata batalha que são as eleições presidenciais na Bolívia, Brasil e Uruguai no mês de outubro, respaldando e apoiando as respectivas fórmulas eleitorais de Evo Morales e Álvaro García Linera, Dilma Rousseff e Michel Temer e Tabaré Vázquez e Raul Sendic”. Segundo o documento, “nossa vitória é vital para a continuação do processo de transformações econômicas, sociais e políticas no continente”.

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