CTB RJ denuncia tentativas de criminalização do movimento sindical

CTB RJ denuncia tentativas de criminalização do movimento sindical

A CTB Rio de Janeiro vem a público denunciar as sucessivas tentativas de criminalização do movimento sindical por parte de mídias que apoiam grupos mascarados não identificados em manifestações, em especial o jornal Nova Democracia, que num ato de grosseira manipulação se iguala à mais suja prática da mídia tradicional e tenta iludir a opinião pública com tomadas falsas e fora de contexto para criminalizar os sindicatos e a esquerda brasileira.

Questionamos, aos setores que bradam não reconhecer a representatividade dos Sindicatos, o que eles representam? Quem eles representam? A afirmação da vontade individual sobre a vontade coletiva não pode ser vista como normal e democrática. Estar ao lado do povo não é apenas fazer o que se acha certo, mas sim respeitar a vontade coletiva e as deliberações tomadas em espaços democráticos.

Mais uma vez, o ato político de uma grande manifestação de trabalhadores e trabalhadoras terminou em cenas de violência protagonizadas tanto por grupos que usam da tática “black block” quanto pelo despreparo da polícia militar. Tanto um, quanto o outro, colaboraram para o fim de um grande dia de mobilização da classe trabalhadora. E, em comum, ambos ignoraram o que trabalhadores e trabalhadoras queriam fazer naquele grande ato político.

As centrais sindicais e os movimentos sociais vem liderando, junto com demais movimentos sociais e frentes de luta, um processo de ascensão da luta da classe trabalhadora que vem num crescente desde março desse ano. É muito peculiar que, diante desse aumento de mobilização do povo brasileiro, a velha prática da infiltração policial em grupos mascarados seja utilizada para dispersar a mobilização dos trabalhadores e das trabalhadoras. A quem interessa servir de porta de entrada para infiltrados que agem com tal fim? Que medidas são tomadas pelos grupos que se mascaram para acabar com os infiltrados em seu meio?

Respeitamos o livre direito de manifestação de todo cidadão brasileiro e o livre direito à organização que está protegido na Constituição Federal de 1988, no entanto é inaceitável que grupos que não compareceram em nenhuma das atividades mais radicalizadas e ações diretas durante o dia ignorem as deliberações coletivas e usem do povo como escudo para atos onde não mobilizam e não dialogam com ninguém além de si mesmos.

Onde estavam os black blocks na manhã do dia 30, enquanto os sindicalistas e movimentos sociais estavam paralisando locais de trabalho e bloqueando estradas? Onde estavam esses segmentos quando o real conflito entre a ação truculenta da polícia contra a classe trabalhadora acontecia em diversos pontos da cidade? Os Sindicatos e movimentos sociais criticados por esses grupos estavam na linha de frente, sem esconder seus rostos, enfrentando toda a repressão do Estado e construindo mais um grande dia de lutas e paralisações.

Por fim, voltamos a chamar atenção ao desserviço promovido pelo Jornal “A Nova Democracia” que, para enaltecer o grupo ao qual cobre como uma verdadeira assessoria de imprensa (e não como jornalismo), manipulou imagens, retirou de contexto, expôs covardemente um militante e sua família, atacou a imagem desta central sindical e tentou agir como as mais execráveis mídias tradicionais agem em um modelo degenerado de comunicação que também não representa os anseios do povo brasileiro.

A CTB Rio de Janeiro seguirá nas ruas e nas lutas contra os governo Temer e Pezão, contra a violência policial, em defesa da democracia e mostrando seu rosto, pois a nossa cara é a cara do povo brasileiro, do povo trabalhador que vai às ruas desde antes do amanhecer para lutar contra a retirada de direitos e pela restituição da democracia.

Rio de Janeiro, 4 de Julho de 2017

Paulo Sérgio Farias

Presidente da CTB RJ

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