CTB RJ e Sindimetal-Rio cobram reativação da indústria naval e dos empregos nos estaleiros

CTB RJ e Sindimetal-Rio cobram reativação da indústria naval e dos empregos nos estaleiros

Nesta quinta-feira (26), os metalúrgicos do Rio de Janeiro, que se encontram desempregados, fizeram uma manifestação no Caju, na porta do estaleiro Inhaúma, administrado pela Petrobrás. O objetivo do protesto, organizado pelo Sindimetal-Rio, foi cobrar da empresa a realização das obras da estatal nos estaleiros brasileiros.

O ato, que também contou com o apoio da associação dos moradores do Caju, defendeu a reativação da indústria naval nacional. Os metalúrgicos querem que a Petrobrás deixe de levar as obras de reparos para os estaleiros estrangeiros.

O presidente do Sindimetal-Rio, Jesus Cardoso, reforçou a importância da mobilização para cobrar da Petrobrás uma mudança de postura: “Os trabalhadores estão passando por dificuldades, sem emprego e qualquer perspectiva. Esse é um movimento de trabalhadores que o Sindicato dá todo o seu apoio. Mas a Petrobrás se recusa a ouvir os trabalhadores e leva as obras para fora do país”.

O ato também contou com o apoio da CTB-RJ. O presidente da Central, Paulo Farias, ressaltou que a política do atual governo de levar as obras para o exterior destrói as esperanças dos trabalhadores. “Dizemos não ao desemprego. Esse governo que tira direitos com a reforma trabalhista e que quer acabar com a previdência merece o nosso repúdio”, afirmou.

O vereador de Niterói e pré-candidato a governador do Rio de Janeiro pelo PCdoB, Leonardo Giordano, também levou seu apoio aos metalúrgicos desempregados: “Defendemos o emprego e um país soberano. Somamos força com os trabalhadores nesta luta, defendemos a Petrobrás como patrimônio do povo brasileiro para gerar desenvolvimento. Os navios e as plataformas precisam ser construídos no Brasil”.

Por fim, Jesus Cardoso reafirmou o compromisso da luta por emprego e prometeu que a categoria vai voltar para fazer um ato muito maior: “queremos que a Petrobrás nos receba. Não pode levar obras para o exterior, enquanto nós ficamos desempregados”, declarou.

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