CTB-RJ PARTICIPA DE ATO CONTRA O GOLPE

CTB-RJ PARTICIPA DE ATO CONTRA O GOLPE

Nesta quarta-feira, 16 de dezembro, mais de dez mil pessoas foram às ruas no Rio de Janeiro para defender a democracia, o mandato da presidenta Dilma Rousseff,  e para exigir a saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados. O ato foi articulado pela Frente Brasil Popular que convocou ações por todo Brasil. As manifestações foram organizadas de forma democrática e unitária, reunindo diversas organizações, entidades e partidos progressistas. A CTB Rio de Janeiro esteve presente, assim como outras centrais sindicais e importantes sindicatos do Rio de Janeiro.

O vice-Presidente da Federação Sindical Mundial (FSM), João Batista Lemos, destacou a importância da defesa da democracia:

“Estamos diante de uma guerra de projetos que reflete a luta de classes em nosso país. O poder judiciário, grande parte da Câmara dos Deputados, a FIESP, seguem os interesses das classes dominantes e das forças conservadoras. Nós queremos garantir a democracia, barrar o golpe e retomar o crescimento econômico com geração de emprego e distribuição de renda”.

O dirigente cetebista José Carlos Madureira destacou a tradição golpista das elites reacionárias:

“A importância de hoje garantir a defesa dos direitos, da democracia que a sociedade brasileira conquistou a duras penas. A história nos mostra que toda vez que um governo popular chega ao poder, a elite reacionária tenta, de todas as formas interromper o ciclo progressista. Nós não podemos permitir isso. Temos que impedir o Golpe. Precisamos tirar Eduardo Cunha da Presidência da Câmara dos Deputados e defender o mandato constitucional da Presidenta Dilma Rousseff”

O Secretário Geral da CTB-RJ, Carlos Lima, lembrou que o golpe é mais um capítulo da luta de classes:

“Esta batalha representa uma luta antiga na sociedade. A luta do capital contra o trabalho. Quem está do lado do capital? Aqueles que querem manter uma política que favorece os rentistas, os banqueiros. Quem está do lado do trabalho? Aqueles que defendem uma política econômica que gere emprego e renda e, no centro disso está a redução dos juros e a redistribuição de renda. Isto é a matriz desse processo golpista que vivemos hoje. A renda do trabalhador que ganha até 4 salários mínimos se elevou cerca de 120% acima da inflação. Os ricos também ganharam, suas rendas aumentaram cerca de 40%, mas os trabalhadores tiveram 3 a 4 vezes mais ganhos que os ricos e essa é a matriz do golpe, do desejo de voltar ao que era antes e de recuperar o que se deixou de ganhar. Por isso, manifestações contra o golpe significa manter a Dilma e mudar a política econômica para que possamos ter um país justo e com igualdade social.”

 

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