CTB-RJ participa de seminário de Direitos Humanos e Organização Sindical no TRT

CTB-RJ participa de seminário de Direitos Humanos e Organização Sindical no TRT

Seis centrais sindicais, dentre elas a CTB-RJ, em conjunto com o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), a Federação Interestadual dos Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) promoveram na última quinta-feira (8) o 1º Seminário Direitos Humanos, Organização Sindical e Negociação Coletiva na sede do Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT). 

Durante o Seminário, o clima foi de unidade em defesa da Justiça do Trabalho, o que não impediu críticas à mesma no que tange aos ataques às decisões das assembleias sindicais sobre o financiamento das entidades de classe. Outro tema debatido no seminário foram os efeitos da Reforma Trabalhista de Temer. Após a reforma, o número de ações da Justiça do Trabalho reduziu mais de 30%, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 

O economista Paulo Jager, do Dieese, apresentou dados que revelaram a verdadeira face da reforma trabalhista. Segundo ele, o que sustenta uma suposta melhora no desemprego afirmada pelos defensores da nova lei, na verdade, são assalariados sem carteira assinada e sem nenhuma proteção social, que correspondem a 42% de trabalhadores por conta própria. O economista criticou o trabalho intermitente, falando que nessa nova modalidade estão os profissionais com o menor nível de formação e mais desprotegidos pela lei. 

“Estamos vivendo um processo em curso, enquanto a correlação de forças permitir esse movimento vai prosseguir, o ideal de mundo para essas pessoas é que não haja nenhuma intermediação na compra e venda da força de trabalho”, apontou o economista.

Ao final do Seminário, uma grande demonstração de unidade das seis maiores centrais sindicais do país reafirmou o direito à organização coletiva dos trabalhadores como um direito fundamental. As entidades leram uma carta assinada pelas mesmas cobrando o respeito à autonomia das assembleias e defendendo bases para um diálogo permanente com a sociedade e os movimentos sociais.

O Presidente da CTB-RJ valorizou o espaço e afirmou a defesa dos direitos a defesa da soberania das assembleias e da autonomia Sindical, ao mesmo tempo que valorizou a unidade em defesa da Justiça do Trabalho.

“Este seminário foi um importante acontecimento nesse momento ímpar da nossa história. Foi possível debater com um conjunto de  pessoas do meio jurídico a relevância dessas leis recentemente aprovadas que vão trazer sérios prejuízos à classe trabalhadora. O fundamental é registrar que passado esse tempo, todo os empregos e a modernidade tão prometidos ficaram somente nos discursos. O apoio das Centrais ao fortalecimento da justiça do trabalho bem como realçar o papel do MPT se insere na luta em defesa da democracia e do restabelecimento do estado de direito em nosso país. É fundamental que essas ferramentas estejam funcionando na sua plenitude para combater a exploração e a desumanização no mundo do trabalho. Para nós, da CTB, é mais do que isso, significa também que essas instituições reconheçam de fato o papel dos sindicatos, que reconheçam seus processos deliberativos e afetem as decisões soberanas das categorias representadas pelos sindicatos.” – afirmou Paulo Sérgio.

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