Data de assassinato de Marielle vira dia de combate ao genocídio das mulheres negras

Data de assassinato de Marielle vira dia de combate ao genocídio das mulheres negras

A data da execução da vereadora Marielle Franco (PSOL) ficará para sempre no calendário oficial do Rio de Janeiro. Foi Sancionada lei que institui o dia 14 de março, data em que a vereadora e o motorista Anderson Gomes foram executados em uma emboscada, como o Dia Marielle Franco — Dia de Luta contra o Genocídio da Mulher Negra.

A Lei 8.054 de 2018, foi sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão e publicada no Diário Oficial do Poder Executivo da última quarta-feira (18) e estabelece que instituições públicas e privadas promovam debates e palestras na data, com o objetivo de incentivar a reflexão sobre o assassinato de mulheres negras no Brasil.

A deputada Enfermeira Rejane (PCdoB), autora do projeto de lei, afirmou, no mesmo, que Marielle foi uma mulher negra, mãe e cria da Favela da Maré que iniciou a militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, vítima de bala perdida, em um tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré. Eleita vereadora pelo PSOL, Marielle exercia o primeiro mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Ela foi a quinta parlamentar mais votada na cidade e presidia a Comissão de Defesa da Mulher da Câmara Municipal.

O assassinato de Marielle e do motorista Anderson, que ainda não foi esclarecido, repercutiu internacionalmente e gerou protestos em diversos países. A Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB Rio de Janeiro valorizou a iniciativa, mas lembrou que a sociedade ainda quer respostas:

“Essa lei é uma importante iniciativa do mandato da Deputada Enfermeira Rejane e ajudará muito para que possamos debater a fundo a questão da violência contra a mulher negra. Um debate que a sociedade precisa se aprofundar. Outra coisa que a sociedade precisa, além de debater essa questão, é de respostas do poder público sobre o brutal assassinato de Marielle e de Anderson. Não iremos descansar até que os culpados sejam punidos. Exigimos justiça para Marielle e Anderson. Exigimos o fim da violência contra todas as mulheres.”

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