Deputado que quebrou placa de Marielle quer acabar com Cotas Raciais

Deputado que quebrou placa de Marielle quer acabar com Cotas Raciais

Os Absurdos do Deputado Estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ) parecem não ter fim. E o povo negro parece ser um alvo prioritário dos ataques do Parlamentar. Como se não bastasse ter quebrado a placa da vereadora Marielle Franco, brutalmente assassinada num crime que ainda carece de respostas e que chocou todos os seres humanos do País, agora ele quer acabar com as Cotas Raciais, uma das mais bem sucedidas políticas de inclusão no ensino superior que transformou a UERJ na universidade mais popular do Brasil.

De acordo com o parlamentar do PSL, em uma análise totalmente fora da realidade, as cotas são usadas “para atingir objetivos políticos, o que gera nos indivíduos a sensação de que não serão mais julgados pelo que são ou pelo que fazem, mas em razão da cor da sua pele”. O deputado também afirma que as cotas geram “ressentimento das pessoas que não entraram na universidade, apesar de terem obtido nota maior ou igual à obtida pelos cotistas nas provas de vestibular”.

Cotas são sucesso em todo Brasil e afirmações do Deputado fogem da realidade

As afirmações do Deputado, apresentadas em seu Projeto de Lei, fogem completamente à realidade das universidades. Sucesso onde foi implementada, a medida foi elogiada em relatório interno da UNICAMP que afirma que seu programa para pobres e negros resultou em um bônus inesperado. “Além de promover a inclusão social e étnica, obtivemos um ganho acadêmico”, diz o texto publicado em 2016.

Uma pesquisa acadêmica realizada nos Estados Unidos e publicada neste início de 2018  indica que não há diferença estatisticamente significativa no desempenho acadêmico entre estudantes admitidos em universidades brasileiras com cotas raciais e aqueles que tiveram a admissão sem usar cotas.

O estudo foi realizado no departamento de economia aplicada da University of Minnesota, nos EUA, pela pesquisadora Claudia Bueno Rocha Vidigal. Ele se baseou em resultados de mais de 465 mil provas do Enade no Brasil.

Com o título “Racial and low-income quotas in Brazilian universities: impact on academic performance” (Cotas raciais e de baixa renda nas universidades brasileiras: impacto no desempenho acadêmico), o trabalho foi publicado na edição mais recente da revista acadêmica “Journal of Economic Studies”.

Após a publicação acadêmica, o trabalho ganhou destaque nesta semana em uma reportagem do “Times Higher Education” (THE), um dos principais veículos de imprensa sobre educação superior do mundo.

Segundo a avaliação do “THE”, é possível indicar que as cotas são um projeto bem-sucedido no Brasil, mas é preciso haver mais políticas para reduzir a desigualdade na educação no país.

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