Dia do Servidor Público e da Servidora Pública, dia de luta contra a Reforma Administrativa

Dia do Servidor Público e da Servidora Pública, dia de luta contra a Reforma Administrativa

Hoje é dia do Servidor Público e da Servidor Público e da Servidora Pública, um dia de comemorações para uma categoria que constrói dia a dia o Estado Brasileiro, mas também um dia de luta de uma categoria de fundamental importância, mas que vem sendo duramente atacada desde o golpe de 2016.

A Reforma Administrativa está novamente no centro da pauta do Brasil. Desejo antigo de setores neoliberais, a Reforma é colocada em pauta pela dupla Bolsonaro/Paulo Guedes, que vem implementando a agenda ultraliberal no Brasil.

Com o discurso de que a Reforma vem para acabar com Privilégios, Bolsonaro lança a nova fake News para aprovar uma reforma que vai contra os interesses do povo: supostos privilégios dos Servidores Públicos no Brasil. Uma mentira dos mesmos criadores de “a terceirização e as reformas da previdência e trabalhista vão gerar empregos”.

A verdade é que a Reforma Administrativa nada mais é que uma tentativa de sucatear do Estado Brasileiro e atacar os serviços públicos, colocando o país cada vez mais à mercê dos interesses da iniciativa privada.

Segundo dados do Dieese, a maior parte dos mais de 12,4 milhões de servidores públicos brasileiros ganham menos de 3 salários mínimos. Não há nenhum privilégio na remuneração de professores, profissionais da saúde e da limpeza que recebem salários que necessitam de urgente melhoria.

A afirmação de suposto “inchaço” da máquina pública também me mentirosa. Entre os 32 países que compõem a OCDE, a média de servidores públicos é de 18% sobre o total de trabalhadores dos respectivos países. Nos Estados Unidos, berço do liberalismo econômico, essa taxa é de 15%. E aqui no Brasil, no entanto, essa taxa é apenas de 12% – o que evidencia que nosso país precisa de mais, e não de menos, servidores públicos.

Desmontar o serviço público é o objetivo de Paulo Guedes, que implementa sua agenda ultraliberal desde que Bolsonaro chegou ao poder. O modelo de Guedes e Bolsonaro enfraquece o enfraquece o serviço público, nunca deu certo em lugar algum no mundo. E mais, o desmonte do serviço público também pode aumentar os índices de corrupção.

Uma das bandeiras de Guedes, Bolsonaro e seus aliados é o fim da estabilidade que, se aprovada, colocará os servidores que atua na proteção do Estado e da Máquina pública à mercê dos interesses – e da caneta – do gestor, um retrocesso sem precedentes para a democracia brasileira.

A reforma administrativa é condicionada pela ideologia do Estado mínimo e pelas políticas de austeridade centradas nos cortes de despesa que dificultam a retomada dos investimentos e do crescimento, desprotegem quem mais precisa dos serviços públicos de saúde, educação, assistência etc., e desorganizam – ao invés de aperfeiçoar – a administração governamental, é por isso que deve ser combatida e derrotada. A CTB-RJ está ao lado dos Servidores Públicos nessa luta!

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