Dia Latino Americano e Caribenho de Combate à Violência Contra as Mulheres

Dia Latino Americano e Caribenho de Combate à Violência Contra as Mulheres

O Dia Latino Americano e Caribenho de Combate à Violência Contra as Mulheres é comemorado anualmente em 25 de novembro. Esse ano, movimentos sociais, dentre eles a CTB-RJ, para lembrar a data, irão promover uma atividade na ALERJ com o mote “A Vida das Mulheres Negras Importam: Basta de Violência”, tema que dialoga com o momento em que a violência contra a população negra e pobre do nosso Estado aumenta em virtude das políticas genocidas do Governador do Estado.

O 25 de Novembro tem o objetivo de alertar a sociedade sobre os casos de violência e maus tratos contra as mulheres. A violência física, psicológica e o assédio sexual são alguns exemplos desses maus tratos. A Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Katia Branco, falou com exclusividade ao Portal CTB-RJ sobre a importância da data. Nas palavras de Katia:

“Somos uma sociedade onde uma em cada três mulheres sofre de violência doméstica. Mas não é apenas essa a violência que as mulheres sofrem no Rio de Janeiro. Especialmente as mulheres negras, são vítimas diárias da violência promovida pela política de incentivo aos confrontos armados promovida pelo governador. São mulheres, mães, avós, jovens, estudantes e trabalhadoras, que ficam no fogo cruzado com suas vidas em risco. Nós, enquanto representantes do Sindicalismo Classista, temos que inserir a luta contra todos os tipos de violência contra a mulher em cada base sindical do País, em cada bairro, em cada espaço, pois lutar contra a violência e pela emancipação da mulher, é lutar contra a lógica opressora da nossa sociedade e, de certo modo, contra o próprio capital, que usa do machismo para produzir lucro em cima da exploração da mulher trabalhadora.” – afirmou Kátia

A Secretária da Mulher Trabalhadora também falou sobre o papel do movimento sindical no debate das outras violências sofridas pelas mulheres:

“Mulheres sofrem violência com o assédio moral no mercado de trabalhos, mulheres sofrem violência com a ausência de creches e de escolas para seus filhos; mulheres sofrem violências com a não-legalização do aborto; mulheres sofrem violência com seus entes queridos, especialmente filhos, no fogo cruzado fruto da necropolítica do Governador. Temos que combater sim, com força, a violência doméstica, e temos também que combater todas as outras violências que atingem as mulheres” – concluiu.

Origem da data

A Organização das Nações Unidas (ONU), desde 1999, reconhece o dia 25 de novembro como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres.

A data surgiu em decorrência do Dia Latino-americano de Não Violência Contra a Mulher, que foi criada durante o Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho de 1981, realizado em Bogotá, Colômbia, comemorado em 25 de novembro, em homenagem às irmãs Pátria, Maria Tereza e Minerva Maribal, que foram violentamente torturadas e assassinadas nesta mesma data, em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.

As irmãs eram conhecidas por “Las Mariposas” e lutavam por soluções para os diversos problemas sociais de seu país, a República Dominicana.

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