DIREÇÃO DA CTB-RJ SE REÚNE E APROVA RESOLUÇÃO POLÍTICA

DIREÇÃO DA CTB-RJ SE REÚNE E APROVA RESOLUÇÃO POLÍTICA

A direção da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro (CTB-RJ) se reuniu nesse sábado (7) para debater a atual conjuntura nacional e o planejamento da central para os próximos desafios. A reunião foi conduzida pelo presidente estadual da CTB, Ronaldo Leite e contou, na mesa de abertura com as presenças do vice-presidente nacional da CTB, Joílson Cardoso e da Deputada Federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

A deputada abriu as intervenções classificando o atual momento como “muito difícil”. Segundo a comunista, a presença da cúpula do Congresso Nacional, nas figuras dos peemedebistas que presidem a Câmara e o Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, aprofundaram a crise política pela qual passamos. A deputada fez duras críticas às MPs 664 e 665 e afirmou que defende uma postura mais firme diante do momento vivido pelo país para que a população possa reconhecer em ações, o governo que elegeu nas urnas. Nas palavras de Jandira:

– Precisamos nos posicionar claramente contra o impeachment. Precisamos defender a Petrobrás, punindo os corruptos mas peservando a empresa. Precisamos levantar a bandeira do combate à corrupção defendendo uma Reforma Política que acabe com o financiamento privado de campanha e não esse modelo que se discute na câmara. Precisamos acabar com o fator previdenciário, taxar as grandes fortunas e acabar com a contribuição de inativos. O governo tem que ter uma agenda pra fora, pra sociedade reconhecer o governo que elegeu nas urnas em outubro.

O vice-presidente nacional da CTB, Joílson Cardoso, seguiu na mesma linha que a deputada comunista. Joílson destacou a correlações de forças no Congresso Nacional e alertou para os perigos que envolvem a aprovação do PL das Terceirizações, que será colocado em pauta pelo presidente da câmara, Eduardo Cunha. Segundo Cardoso, “se o projeto passar, nós iremos destruir a CLT e todo mosaico de leis trabalhistas que conquistamos com muita luta e lembrou que os trabalhadores terceirizados pela Petrobrás sofrem com a ausência de responsabilidade solidária nas regras de terceirização:

– A questão da Lava Jato atingiu a Petrobras que deixou de investir em uma série de contratos, colocando em risco a política de conteúdo nacional, e as empresas que prestam serviços para a Petrobras começam não pagar e a demitir trabalhadores.

Após intenso debate político, a CTB-RJ aprovou uma resolução, convocando sua militância às ruas no próximo dia 13 contra o golpismo e em defesa dos empregos, da Petrobrás e do Brasil. Confira abaixo a resolução.

 Resolução Política da CTB RJ

Reunida no dia 07 de março de 2015 o Pleno da Diretoria da CTB seção Rio de Janeiro, debateu e aprovou a seguinte resolução política:

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro convoca toda sua base social para tomar as ruas em defesa da Petrobras e da economia nacional, da reforma política democrática, da democratização da comunicação e da reforma tributária que taxe as grandes fortunas. Somente com a luta dos trabalhadores avançaremos na pauta trabalhista e progressista.

A direção da CTB RJ, atenta ao quadro político nacional, tendo como principal referência, o fogo cerrado da oposição reacionária e golpista sobre os direitos trabalhistas e os avanços econômicos e sociais conquistados nos últimos doze anos. Atenta à insistente vontade dos derrotados de interromper o segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, atenta à radicalização política em torno das investigações da operação Lava Jato, atenta à composição do atual Congresso Nacional, bem como as mensagens enviadas à Câmara pelo Governo, a CTB deixa claro que a gravidade do momento e a necessidade da classe trabalhadora garantir a manutenção dos direitos conquistados, passam por condenar qualquer tentativa de quebra da institucionalidade democrática e qualquer forma de restrição do uso do direito.

Setores da oposição reacionária, encabeçada pelo PSDB de Aécio Neves, com o auxílio das grandes empresas de comunicação iniciaram, logo após o fim do segundo turno, uma série de manobras golpistas com o objetivo de interromperem o ciclo de conquistas nas áreas econômicas, políticas e sociais, gerar instabilidade política e encurralar a presidenta Dilma Rousseff. Tais movimentações foram fortalecidas pela eleição de Eduardo Cunha como presidente da câmara federal, em uma clara sinalização do fortalecimento não apenas das manobras golpistas, mas do conservadorismo naquela que deveria ser a casa do povo.

O discurso de combate à corrupção utilizado pela oposição reacionária e pelas grandes empresas de comunicação é falso. Seus reais objetivos são dois. O primeiro é tornar bem sucedida uma campanha sistemática pelo desmonte e a privatização da Petrobras. Campanha esta que não é nova, que já foi vista durante a década de 90, nos Governos Collor e FHC, mas que não conseguiu vencer a resistência dos movimentos sociais e populares.

O segundo é ignorar a vontade das urnas e a estabilidade do regime democrático. Ao falar em impeachment, buscam, de todas as formas, paralisar as ações do governo sem se importar com os impactos que tais paralisações acarretam na vida dos trabalhadores e das trabalhadoras. Para isso usam politicamente a Operação Lava Jato, que protege os parlamentares do PSDB, criminaliza os outros partidos e fabrica Comissões Parlamentares de Inquéritos para construir essa opinião.
Para CTB-RJ, todas as denúncias devem ser investigadas com rigor e independência dos órgãos competentes, os comprovadamente culpados devidamente punidos. No entanto, não são os trabalhadores que devem pagar essa fatura. Não podemos aceitar que, no momento de ofensiva reacionária, sejamos nós, os trabalhadores e trabalhadoras que lutaram para manter o país no caminho das mudanças, que percamos direitos históricos ou que seja ameaçado o principal patrimônio nacional, a Petrobras.

A CTB RJ é contra as medidas de ajuste fiscal que dificultam o acesso a benefícios trabalhistas como as medidas provisórias 664 e 665 e que também retiram verbas destinadas aos investimentos sociais. Não também ao PL 4330/2004. Não às movimentações golpistas e privatistas que tentam se aproveitar de um momento de instabilidade política para implementar o programa que foi derrotado pelo povo brasileiro nas urnas.

Todos às ruas no dia 13 para derrotar o golpismo e o conservadorismo! Todos às ruas em defesa da Petrobras e dos direitos trabalhistas!   CTB, a luta é pra valer!

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