Estivadores fazem ato contra medida provisória 945

Estivadores fazem ato contra medida provisória 945

Os Estivadores do Rio de Janeiro, liderados pelo Sindicato da categoria (filiado à CTB), fizeram, na manhã da última quarta-feira (29) um ato contra a Medida Provisória 945 do governo Federal. O ato reuniu diversos integrantes da Intersindical Portuária. As entidades são contra o texto original da Medida Provisória.

Logo no começo da assembleia/ato, o companheiro Ernani Florêncio, Preisdente do Sindicato dos Estivadores do Rio de Janeiro, pediu um minuto de silêncio em homenagem às quase 100 mil vítimas da covid-19

O Presidente do Sindicato dos Estivadores do Rio de Janeiro, Ernâni Florêncio, fez, em seguida, a introdução do tema, tecendo críticas ao texto da Medida Provisória e defendendo os direitos dos trabalhadores portuários do Rio de Janeiro e elogiou a capacidade de articulação da Intersindical Portuária.

“A Estiva do Rio de Janeiro, todos nós da Intersindical Portuária, tivemos a capacidade de articular um debate com os parlamentares, com ajuda da deputada Jandira Feghali, para que eles escutassem nossa posição e debatessem o nosso problema.” – disse o líder sindical.

A atividade aconteceu até cerca de meio-dia, em frente ao Sindicato e foi transmitida ao vivo no perfil da entidade no facebook. A CTB-RJ apoia a luta do Sindicato dos Estivadores do Rio de Janeiro e se coloca ao lado da categoria nessa luta.

O vídeo completo do ato pode ser assistido pelo facebook da CTB Rio de Janeiro e pelo facebook do Sindicato dos Estivadores do Rio de Janeiro.

Aprovada na Câmara, MP segue pro Senado

A Câmara manteve o texto  nesta quarta-feira (29) da Medida Provisória 945/20, que determina o afastamento remunerado dos trabalhadores portuários avulsos (TPA) se estiverem no grupo de risco da covid-19 ou que apresentem sintomas indicativos da doença, como tosse seca e dificuldade respiratória. A matéria será enviada ao Senado.

Um dos pontos mais acalorados do debate é o fato da MP permitir o arrendamentos e a dispensa de processos licitatórios para os portos. Leônidas Cristino (PDT-CE) criticou o projeto e disse que o texto está “cheio de jabutis”. “Não podemos aceitar. Vamos retirar os artigos que estão prejudicando o setor portuário nacional”, disse.

Felipe Francischini defendeu que não há jabutis no projeto e que a proposta coaduna com legislação de outros portos do mundo.  “É bastante progressista”, disse o líder do PSL.

Glauber Braga (Psol-RJ) disse que “as discussões não passaram por uma discussão com os trabalhadores portuários e com a sociedade brasileira. O artigo 12 é um escândalo porque ampliar um processo de contratação sem licitação é uma brincadeira de mal gosto”.

Já Alice Portugal (PCdoB-BA) apontou  o que o texto “rompe com tudo. Quebra-se o processo licitatório e entrega-se a quem bem se entender. a boiada está passando quando olhamos para a pandemia”.

*Contém informações de Congresso em Foco

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