FESEP-RJ elege nova diretoria com unidade e crescimento de base social

FESEP-RJ elege nova diretoria com unidade e crescimento de base social

A Federação Estadual dos Servidores Públicos Municipais do Rio de Janeiro (FESEP-RJ) elegeu, na última quarta-feira (8) a nova diretoria que conduzirá as lutas dos servidores municipais pelos próximos 4 anos. O processo aconteceu no Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro (SEC-RJ), em um grande clima de unidade que reuniu 40 sindicatos de servidores públicos municipais de nosso estado e dezenas de entidades de classe que lutam ao lado da FESEP.

“Estou muito feliz de representar a CLATE na eleição da FESEP. Encontrei, aqui, um processo muito bem construído, com muita participação, muita democracia e muita unidade de diversas entidades. Uma experiência onde aprendi muito sobre a luta do povo brasileiro e conheci lideranças de diversos Sindicatos, Centrais Sindicais e da própria Federação. Foi uma experiência muito rica que levarei comigo de volta para o meu país.” – disse o argentino Mário Muñoz, da CLATE (Confederação Latino-Americana dos Trabalhadores do Serviço Público).

Entre as entidades que passaram pelo local da eleição, destacam-se as internacionais CLATE e a ATE (Associação dos Trabalhadores do Serviço Público da Argentina) e entidades tradicionais como o Sinfa-RJ, Sindpfaetec, Sindsprev, Sintsama, Comerciários do RJ e Sindjustiça. A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) também esteve presente, assim como representantes das centrais sindicais CSB, NCST e CTB, que saudaram a categoria e valorizaram o papel da Federação para unir os servidores para o enfrentamento dos desafios da atual conjuntura.

A eleição não apenas deu um novo mandato ao presidente Marco Antonio Correia da Silva, cuja chapa única foi eleita por unanimidade, como também marcou um enorme crescimento na base social da entidade. Se, na gestão que se encerrava, eram 13 os sindicatos que participavam da direção da FESEP, esse número a partir de agora é de 42. Uma ampliação que representa o crescimento da própria entidade que possui, atualmente, 64 sindicatos filiados.

“A eleição da FESEP foi importante para consagrar a unidade dessa entidade que, em anos anteriores, sofreu com uma série de disputas e processos judiciais. Com o Marquinho na Presidência, a FESEP conseguiu construir unidade e sair de 13  para 42 sindicatos na sua direção. Hoje, a FESEP sai fortalecida, com grande unidade, e, consciência de que a luta não pode parar em nenhum momento. A CTB não é a única central que participa, mas é a maior central em representatividade sindical dentro da FESEP e sempre buscamos construir uma relação próxima com a Federação para colaborar com a luta dos servidores municipais do Rio de Janeiro.” – disse Igo Menezes, vice-presidente da CTB RJ.

Entidades de 40 municípios participaram da eleição: Angra dos Reis, Aperibé, Armação de Buzios, Arraial do Cabo, Belford Roxo, Bom Jardim, Cabo Frio, Cambuci, Campos dos Goytacazes, Cardoso Moreira, Casimiro De Abreu, Duas Barras, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaguaí, Italva, Itaperuna, Laje do Muriaé, Macaé, Magé, Maricá, Mendes, Miracema, Natividade, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu e Mesquita, Paty dos Alferes e Miguel Pereira, Petrópolis, Porto Real, Resende, São Fidélis, São João da Barra, São José do Vale do Rio Preto, Seropédica, Silva Jardim, Teresópolis, Três Rios, Valença e Volta Redonda. Entidades das diversas regiões do Estado que demonstravam a ampliação da base social da FESEP na gestão que se encerrava.

“Essa eleição é muito significativa para a Federação porque, desde 1989, quando ela foi fundada, até 2014, essa federação estava nas mãos de um grupo político que não deixava a federação caminhar como deveria. Por conta disso, nossa gestão, em uma disputa muito acirrada, conseguiu ganhar para comandar a Federação por 4 anos. Nesses anos, o retorno que a gente teve dos sindicatos, com relação ao trabalho sindical e político estabelecido foi reconhecido. Saímos de 31 sindicatos filiados para 64. Na direção passamos de 12 para 42.” – afirmou Eduardo Chamarelli, Secretário de Finanças da CTB-RJ e novo vice-presidente da FESEP.

Chamarelli também valorizou bastante a reforma estatutária da entidade feita em 2017 e que, segundo ele,  aprofundam o papel da federação dentro do meio político-social.

“É importante ressaltar a Reforma Estatutária que foi feita há 1 ano atrás. Nessa eleição são ocupados os novos cargos criados naquela reforma. Esses cargos representam a importância que a federação dá a esses temas dentro no contexto social, político e sindical. Criamos a Secretaria de Mulheres, de Diversidade Sexual, de Relações Intersindicais e de Juventude. Isso é muito importante porque representa nosso desejo de que a atuação da federação vá além do servidor público. Temos o desafio de inserir a luta do servidor na luta coletiva dos movimentos sociais, dos movimentos classistas, porque o fundamento básico de todo nosso trabalho sindical é o de mudar a realidade. A realidade que temos posta hoje é muito dura com o trabalhador, não agrada a ninguém, e nós estamos, dentro desse conceito, tentando construir uma alternativa a ela.” – defendeu o vice-presidente.

Reeleito para mais quatro anos de gestão, Marquinho conversou ao longo de todo processo com todos os presentes. O presidente reeleito valorizou o intenso clima de unidade que marcou todo processo.

“Mesmo sendo uma eleição de chapa única, que é fruto de toda uma construção por essa unidade, houve um comparecimento massivo de sindicatos para ratificar essa chapa. Mais de 40 sindicatos compareceram para participar da votação. Fizemos uma grande plenária para debater a conjuntura sindical, política e a questão das eleições que estão colocadas pra gente.” – disse Marquinho.

Marquinho também aproveitou para fazer uma avaliação da atual conjuntura do país, do processo eleitoral e fez a defesa do apoio de lideranças sindicais à candidaturas progressistas comprometidas com os anseios da classe trabalhadora. Para Marquinho, é preciso denunciar as candidaturas que apoiaram os ataques aos direitos dos trabalhadores:

“O Sindicalismo tem que se mobilizar dentro do campo progressista para que, não o sindicato, mas os dirigentes sindicais, apoiem candidatos progressistas, de partidos de esquerda. Precisamos denunciar os deputados e senadores que lutaram contra o trabalhador. Aquele que sabemos que, se forem reeleitos, irão votar a Reforma da Previdência do jeito que ela foi proposta. Não podemos reeleger aqueles que votaram na PEC que criou o teto dos gastos, que virou a Emenda Constitucional 95, até porque, ainda existem outros prejuízos que podem ser imputados ao trabalhador e, principalmente, ao servidor público. Se os candidatos do Temer ganharem a eleição vamos ter mais desemprego, mais precariedade e mais insegurança jurídica nas relações trabalhistas. E essas candidaturas estão bem colocadas: são o Alckmin, o Bolsonaro e a Marina, que também faz parte desse bloco de candidatos da direita.” – alertou Marquinho.

O Presidente elegeu o desafio de buscar recursos e o investimento em formação como grandes desafios da próxima gestão e lembrou do papel central que a reestruturação dos sindicatos tem para o fortalecimento de toda estrutura do movimento sindical:

“Temos o desafio de buscar recursos para continuar investindo em formação. Para nós, é muito importante o dirigente sindical vivenciar processos de formação sindical. E também precisamos ajudar os sindicatos a se estruturar financeiramente, buscando formas para que eles possuam obter mais recursos e mais associados. É a partir da estruturação, ou reestruturação, dos sindicatos, que vamos conseguir estruturar o sistema federativo e confederativo.”

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