GRANDE ATO LOTA COPACABANA CONTRA REFORMAS DE TEMER E PRIVATIZAÇÃO DA CEDAE

GRANDE ATO LOTA COPACABANA CONTRA REFORMAS DE TEMER E PRIVATIZAÇÃO DA CEDAE

Milhares de Trabalhadores e Trabalhadoras participaram, no último domingo (5), de uma grande manifestação na orla de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, contra o pacote de medidas anunciadas pelo governo do estado para combater a crise financeira e contra as reformas anunciadas pelo governo golpista de Michel Temer. O pacote inclui a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), em contrapartida à ajuda federal para o governo fluminense e o aumento da contribuição previdenciária dos atuais 11% para 22%. O movimento deste domingo foi organizado pelos servidores em conjunto com a Frente Brasil Popular, da qual a CTB-RJ faz parte.

 

O dirigente da CTB-RJ, José Carlos Madureira, fez críticas à reforma da Previdência. “A gente entende que a proposta que está circulando no Congresso Nacional hoje penaliza os trabalhadores. Em nenhum momento, a proposta de reforma da Previdência trata do outro lado do balcão, que são justamente os empresários e o Estado. Querem fazer uma reforma onde um lado pague a conta, que é o lado do trabalhador. E nós somos contra isso”.

Na terça-feira (7), os servidores prometem retomar as manifestações em frente à Alerj contra as medidas de combate à crise financeira. “Nós somos literalmente contra qualquer possibilidade de aumento da taxação da Previdência”, disse Madureira. Ele disse que a proposta encaminhada à Alerj pelo governador Pezão, em contrapartida à ajuda do governo federal, prevê que não haverá aumento de salários para o funcionalismo nos próximos cinco anos – eles já não tiveram aumento nos últimos dois anos, segundo o Sepe. “Eles querem aumentar a taxação de 11% para 22%. Nós não vamos aceitar isso de forma alguma. Eles querem resolver a crise financeira, mais uma vez, pelos trabalhadores”.

O cetebista disse ainda que os trabalhadores não vão aceitar também a possibilidade de parcelamento dessa contribuição previdenciária ampliada. “Não vamos topar essa proposta. Não está na nossa conta”. O socorro federal ao governo fluminense estabelece que o estado terá que elevar a alíquota da contribuição previdenciária de servidores públicos de 11% para 14%, além de  criar uma alíquota extra de 8%, que terá validade por três anos, ou seja, de 2017 a 2019, alcançando, portanto, 22%.

 

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) prevê para o dia 7 um ato em defesa da Cedae, ao meio-dia, em frente à Alerj e, no dia seguinte, vigília no mesmo local e horário, quando pretendem percorrer os gabinetes dos deputados. Na quinta-feira (9), quando o texto deverá ir à votação, os servidores têm programado um grande ato contra o pacote da corrupção e em defesa da Cedae.

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