Instituto lança relógios da violência no aniversário de 11 anos da Lei Maria da Penha

Instituto lança relógios da violência no aniversário de 11 anos da Lei Maria da Penha

Hoje, 7 de Agosto, a Lei Maria da Penha, que combate a violência contra a mulher, completa 11 anos de sua sanção. É uma lei que defende a vida e os direitos das mulheres e que se constitui numa uma vitória para todas as brasileiras e uma validação dos direitos humanos.

No entanto, apesar dos avanços da Lei, a situação da mulher no Brasil está longe do ideal. O feminicídio e os casos de violência contra a mulher seguem se multiplicando, como deixa claro a Secretária da Mulher Trabalhadora Kátia Branco:

“O Brasil, é hoje, o 5º país mais violento para as mulheres. Graças a mídia costumamos ver e criticar muito a situação de opressão vivida por mulheres de outros países mas os números do Brasil são alarmantes. E, com um governo oriundo de um golpe contra as mulheres, que acabou com a Secretaria de Política paras as Mulheres e que quer atingir duramente as mulheres com suas reformas neoliberais, o futuro das mulheres brasileiras depende muito da unidade e luta das mulheres trabalhadoras.”

Para lembrar essa importante data, o Instituto Maria da Penha, que combate a violência de gênero, criou o Relógios da Violência, que mostra quantas mulheres sofrem os 5 tipos de violência por segundo. Os dados são alarmantes e precisam ser pulverizados para que homens e mulheres se conscientizem do cenário violento que vivemos.

A partir das 0h de hoje, o site www.relogiosdaviolencia.com.br entra no ar contabilizando as horas por números de mulheres vítimas de violência. Entre no site, escolha um relógio e compartilhe com a hashtag #TáNaHoraDeParar,  dessa forma podemos ver todas as pessoas que postaram.

Alcançar a igualdade de gênero – o 5º dos 17 Objetivos Globais da ONU pra transformar o mundo – ainda é um desafio devido às barreiras culturais, políticas e históricas que perpetuam os valores do comportamento machista no Brasil e no mundo.

A informação é uma grande aliada das mulheres quando o assunto é violência doméstica e familiar: é preciso conhecer as diversas formas de agressão e promover o acesso à Lei Maria da Penha em larga escala.

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