JUSTIÇA AFASTA DO CARGO DIRETOR DOS CORREIOS NO RIO DE JANEIRO

JUSTIÇA AFASTA DO CARGO DIRETOR DOS CORREIOS NO RIO DE JANEIRO

O diretor regional do Correios no Rio, Omar de Assis Moreira, foi afastado do cargo e teve os bens bloqueados, na última sexta-feira, por decisão da 3ª Vara Criminal Federal. O diretor foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de peculato — quando o funcionário público se apropria ou desvia dinheiro ou qualquer outro bem de que tem a posse em razão do cargo — formação de quadrilha e corrupção passiva.

Para formular sua denúncia, o procurador Sérgio Luiz Pinel Dias se baseou em inquérito da Polícia Federal que investiga fraudes que ultrapassam R$ 15 milhões no plano de saúde do Correios. O esquema foi constantemente denunciado pelo sindicato da categoria. Nas palavras de Marquinhos, dirigente do sindicato:

– Nós vemos o afastamento como uma questão de moralidade. Nós acreditamos que nossas ações no campo jurídico, como as denúncias no Ministério Público e os documentos protocolados na Polícia Federal ajudaram para que essa importante medida fosse tomada.

O sindicato protocolou na semana passada, antes da decisão tomada pelo MPF, junto à Polícia Federal um e-mail que foi vazado e que poderia servir como prova de que o diretor Omar Moreira sabia dos desvios na área da saúde da empresa. Marquinhos alegou que a notícia “eleva a autoestima da categoria” e dá um novo gás para o movimento sindical da categoria:

– Essa notícia eleva a autoestima da categoria e dos próprios sindicalistas. Nós, que fazemos movimento sindical, lutamos pelos direitos dos trabalhadores e para que essas ilicitudes não aconteçam. E ver que, diante da ilicitude, os responsáveis estão respondendo pelos seus malfeitos, é motivador para seguirmos na luta.

Na última sexta-feira, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na residência de Omar, no Condomínio Origami, na Avenida Abelardo Bueno, Barra da Tijuca em busca provas que confirmassem que o esquema começou em 2011, ano em que Omar assumiu o cargo. O diretor teria se juntado a dois assessores e a um funcionário da Cedae para praticar as fraudes. Inicialmente, o esquema envolveria hospitais credenciados ao plano de saúde do Correios. Eles recebiam em 30 dias os pagamentos de faturas que demoravam, normalmente, até três meses para sair. Em troca, o grupo receberia 20% do valor dos serviços. Em pouco tempo, novas formas de fraudes surgiram, como a realização de cirurgias pré-programadas como se fossem emergenciais, o que dispensaria a apresentação de três cotações de preços, e a valores superfaturados.

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