Justiça suspende volta às aulas em Niterói

Justiça suspende volta às aulas em Niterói

Durou apenas dois dias: autorizadas pela prefeitura, pelo menos quatro escolas particulares retomaram as atividades presenciais para turmas de Ensino Médio em Niterói, mas na tarde desta terça-feira (22) a Justiça decidiu suspender a volta às aulas, como antecipou o colunista do GLOBO, Ancelmo Gois.

A prefeitura de Niterói informou que ainda não foi notificada da decisão, expedida após um questionamento da Defensoria Pública do Rio. De acordo com a juíza Mirella Correia de Miranda, da 3ª Vara Cível do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), o governo municipal também deve se abster de “expedir quaisquer atos normativos e/ou administrativos no sentido de promover o retorno às atividades educacionais presenciais das escolas de Ensino Médio das redes públicas e particulares, ainda que de forma facultativa”.

Apesar da decisão, o Instituto GayLussac, em São Francisco, uma das escolas que retornou ao ensino presencial, reabriu nesta nesta quarta-feira (24). De acordo com a direção, a escola aguarda uma notificação da prefeitura.

— Por enquanto essa decisão só saiu na imprensa. Estamos funcionamento normalmente, porque o decreto é de abertura. Quem decreta que a escola pode ou não estar aberta é a prefeitura. Estamos aguardando a posição dos órgãos oficiais — justificou a diretora da escola, Luiza Sassi.

A Escola Canadense, em Piratininga, que retomou as atividades presenciais já na segunda-feira, suspendeu as aulas por conta da decisão da Justiça. Nas unidades da rede PH, em Icaraí e Piratininga, as atividades também foram canceladas.

A expectativa para a retomada do ensino presencial no GayLussac era de receber 10% do total de estudantes — com o esquema de rodízio, seriam 70 alunos circulando pela escola semanalmente, frente aos cerca de 700 de todos os segmentos de ensino. No Ensino Médio, a unidade têm cerca de 280 estudantes, e quase metade quis voltar ao colégio.

— Já recebemos muitos e-mails de pais que de início não queriam que os filhos voltassem mas agora mudaram de posição e querem mudar para híbrido — afirmou a diretora.

Antes da Justiça suspender a autorização da prefeitura para a retomada das aulas, outras escolas privadas de Niterói não tinham previsão para o retorno das atividades. É o caso do Colégio La Salle Abel, em Icaraí. A direção da unidade informou que esperaria um “período de resguardo” após a reabertura das outras escolas para avaliar a estabilidade da pandemia.

A rede Pensi, com unidades em Icaraí, Itaipu e Santa Rosa também não trabalhava com datas, assim como os colégios M3, no Centro e MV1, em Icaraí. No Barreto, escola Monsenhor Raeder e Colégio Niterói fizeram pesquisas de opinião entre os responsáveis sobre a volta às aulas, mas os levantamentos apontaram que a maioria é contra.

Fonte: Extra

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