Marcha dos Petroleiros reúne milhares no Rio de Janeiro

Marcha dos Petroleiros reúne milhares no Rio de Janeiro

Os petroleiros realizaram na tarde desta terça-feira (18) uma marcha nacional em defesa do emprego, da Petrobras e do Brasil. A manifestação teve início em frente ao Edifício Sede da Petrobras (Edise), no centro do Rio de Janeiro, e reuniu milhares de manifestantes, contando com apoio das Centrais Sindicais e outros movimentos sociais. A CTB marcou presença, com o Presidente Nacional, Adílson Araújo, e Estadual (RJ), Paulo Sérgio Farias, participando da atividade ao lado de diversos militantes da base da Central.

A greve nacional dos petroleiros completa 18 dias, e tem adesão de mais de 21 mil trabalhadores em 121 unidades do sistema Petrobras. Os trabalhadores estão mobilizados em 13 estados. A categoria exige o cumprimento do acordo coletivo de trabalho, de novembro, após mediação do TST. No acordo, a estatal se comprometeu a não realizar demissão em massa sem discussão prévia com os sindicatos, mas a fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados (PR) será fechada e mil trabalhadores (entre diretos e terceirizados) perderão o emprego.

A Marcha partiu do EDISE e seguiu até os Arcos da Lapa, onde aconteceu o ato político. O Presidente Nacional da CTB, Adílso Araújo, valorizou a atividade.

“Para a CTB, a realização desse ato que une trabalhadores petroleiros e movimentos sociais – com apoio das Centrais Sindicais e Sindicatos de diversas categorias – dá sentido, a necessidade, da gente fortalecer, cada vez mais, a nação brasileira e nossa soberania. A privatização da Petrobras é uma ameaça ao nosso país. É colocar em xeque um projeto estratégico. A Petrobras é uma empresa que se construí como um alicerce fundamental para o desenvolvimento da nação. É lamentável que o governo faça opção de desmontar toda a construção de todo um projeto estratégico.” – criticou Adílson.

O Presidente da CTB também ergueu a voz contra o fechamento da FAFEN, no Paraná e alertou que a medida é um “arar terreno para a privatização”:

“Não é por menos que se abre mão de instalações administravas, se fecham refinarias e se pretende por fim a um conjunto de empreendimentos da Petrobras. O exemplo mais caro disso é o fechamento da FAFEN do Paraná, que coloca sob ameaça mais de 1000 trabalhadores. O Governo ara terra para privatização. Enquanto o pré-sal bate recorde diário de exploração de barris, a gente percebe que todo realinhamento com os Estados Unidos vai dando conta de que, a tarefa prioritária do governo brasileiro nessa relaçao é a de entregar o petróleo bruto para os norte-americanos refinarem e condicionar o Brasil a comprar de volta nosso petróleo, nosso combustível e nosso gás.” – alertou.

De acordo com a análise do Presidente da CTB, o caminho pavimentado levará o país ao colapso.

“Quem mais lucra com esse processo é o capital estrangeiro, sobretudo os Estados Unidos, que teve um crescimento importante na sua balança comercial, enquanto o Brasil vai definhando. O resultado disso é um retrocesso tamanho: A indústria nacional teve uma queda de 1,1%. Esse processo de desindustrialização, somado ao desmonte da Petrobras, vai contribuir para que o país possa entrar em processo de colapso. Reagir, levantar a bandeira da soberania, da democracia, e, dos direitos da classe trabalhadora dá sentido a essa luta, que é uma luta do povo brasileiro.”

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