Marielle Presente: Ato reúne milhares no Centro do Rio de Janeiro

Marielle Presente: Ato reúne milhares no Centro do Rio de Janeiro

O sentimento era de dor, mas foi combustível para a luta. Desde cedo, milhares de cidadãos e cidadãs, de todo o Rio de Janeiro, se reuníram para protestar contra a execução da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. O covarde crime que chocou o Brasil e o Mundo teve uma reação forte da sociedade carioca e fluminense.

Logo pela manhã, milhares lotaram a Praça da Cinelândia em uma bela vigília que recebeu o corpo da Vereadora, que foi velado na Câmara dos Vereadores. Lideranças dos mais variados movimentos sociais, dos partidos políticos e cidadãos comuns unidos pela revolta da perda de uma lutadora do povo carioca.

“A escuridão não vai prevalecer, o medo não vai vencer a esperança. A morte da Marielle e do Anderson não podem ficar impunes. Reivindicamos a apuração imediata desta execução bárbara. Ao mesmo tempo que nos somamos nesta corrente da solidariedade denunciamos também que não podemos nos calar diante dessas vozes que saem das trevas. Estamos todos de luto sim, mas continuaremos na luta. Luta pela vida dos que moram nas favelas, na Baixada, nas periferias das nossas cidades. Eles não nos calarão.” – afirmou o Presidente da CTB Rio de Janeiro, Paulo Sérgio Farias.

No fim da tarde, um outro ato reuniu uma multidão na Alerj. Com palavras de ordens que pediam o fim da polícia militar, justiça e que clamavam “Marielle, Presente”, o povo do Rio de Janeiro tomou toda a região da ALERJ numa manifestação de grandes proporções.

Garis se unem ao ato na ALERJ

Enquanto artistas e cidadãos comuns se uniam a movimentos sociais no grande ato na ALERJ, os trabalhadores da Comlurb, junto com o Círculo Laranja, se concentravam em uma passeata na Central do Brasil. O destino original seria a Prefeitura, mas diante do que aconteceu no Estado, o ato seguiu pelas ruas do centro até a ALERJ, onde se uniu ao ato que fazia homenagens à vereadora Marielle Franco.

Os Garis lutam por um acordo salarial justo, pelo uso de equipamentos de proteção individual, contra a perda de direitos e por justiça.Justiça para a classe trabalhadora, justiça para Marielle e Anderson. Os Garis, que vivenciaram uma grande greve há poucos anos atrás, são das categorias mais mobilizadas contra os abusos do governo Crivella. O Companheiro Célio Vianna, Célio Gari, defendeu a abertura da caixa preta da Comlurb:

“A Comlurb é um dos maiores orçamentos do município e não tem transparência. Todo mundo sabe quanto ganha um Gari, mas ninguém sabe quanto ganham os diretores da Comlurb. Os trabalhadores estão trabalhando sem EPI, sem água, queremos transparência!”

O ato saiu da ALERJ por volta das 19 horas e percorreu as ruas do centro, passando pela Igreja da Candelária e seguindo até a Cinelândia, onde foi encerrado.

A CTB RJ participou de todas as manifestações, tanto das homenagens e lutas que envolvem Marielle e Anderson, como do ato dos Garis e se mantém firme na luta por democracia, por respeito aos trabalhadores e por Justiça.

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