Milhares dizem não à Reforma Trabalhista

Milhares dizem não à Reforma Trabalhista

O 10 de novembro se marcará como mais uma data histórica das lutas da classe trabalhadora do Brasil. Desde o amanhecer, o espectro da luta de classes tomou conta do Rio de Janeiro para mais uma atividade de unidade das centrais sindicais, movimentos sociais e frentes contra os ataques do Governo Temer. Os atos se multiplicaram na véspera do início da validade da Reforma Trabalhista, iniciando toda a resistência à essa deformação da CLT.

“Nós temos a Reforma Trabalhista, aprovada no Congresso, entrando em vigor amanhã. São reformas que retiram conquistas históricas dos trabalhadores. Esse é o momento de todos os trabalhadores virem para as ruas demonstrar a insatisfação com a retirada de direitos e com a precarização das condições de trabalho.” – afirmou Carlos Muller – Secretário Adjunto de Relações Internacionais da CTB Nacional.

Os atos se proliferaram por todos os cantos do Estado. Em Angra dos Reis, os Metalúrgicos se uniram com outras categorias e fizeram um ato em que denunciaram as mazelas da reforma para a população. Em Campos, um estudante foi detido por portar bolinhas de gude enquanto participava de ato denunciando os absurdos do governo Temer. A Ponte-Rio Niterói ficou fechada por quase 1 hora por protesto de trabalhadores que queimaram um carro em uma de suas pistas.

Na Capital, professores fizeram uma atividade em Botafogo. Pela manhã, a Intersindical Portuária, junto com a militância do Sindicato dos Metalúrgicos, a base social da CTB e outras categorias fizeram um grande ato em frente ao INTO contra a Reforma Trabalhista e em defesa da saúde pública, que agoniza no Rio de Janeiro. Os portuários também fizeram uma atividade me frente à Companhia Docas do Rio de Janeiro, onde protestaram contra a privatização dos portos e dos setores estratégicos.

“Mais uma vez, os trabalhadores, aqui no Rio de Janeiro e em todo país, deram uma demonstração de resistência com paralisações e protestos por todo território nacional contra a aplicação dessa Reforma Trabalhista. Essa medida afeta diretamente os direitos dos trabalhadores. Nós, da CTB, estamos firmes nessa luta. Nossas entidades estão se organizando para impedir, na prática, a aplicação dessas medidas. Já nos primeiros acordos e nas primeiras convenções, estaremos muito mobilizados, pra impedir que essas medidas se consumem nessas convenções e acordos. É preciso que se consolide a unidade das centrais e do campo popular. O sistema e as grandes corporações se uniram para assaltar o país e entregar tudo às grandes corporações. Essa reforma não passará. Como outras leis, ela não vai pegar. Vamos derrota-la na prática.” – disse Paulo Sérgio Farias, Presidente da CTB Rio de Janeiro.

O auge das manifestações foi às 16 horas na Candelária. Trabalhadores e Trabalhadoras de todas as categorias que se mobilizaram se reuniram para fazer uma grande caminhada até a Cinelândia contra a Reforma Trabalhista. Mais de 20 mil pessoas estiveram na passeata que saiu da Candelária com destino a Cinelândia, no Rio de Janeiro.

“Os trabalhadores estão reunidos aqui na candelária onde insistimos em denunciar à população que essa reforma é maléfica para o conjunto do mundo do trabalho. Só o patrão vai lucrar com essa reforma e precisamos conscientizar, de uma vez por todas, os trabalhadores e toda população para que possamos reverter essa atrocidade que vem sendo feita.” – comentou Mário Porto, dirigente da CTB e do Sintsama.

A Secretaria da Mulher Trabalhadora da CTB RJ, Katia Branco avaliou a atividade como bem sucedida e valorizou a presença das mulheres em todas as agendas de luta. Nas palavras de Kátia, “foi um grande ato que coroou um grande dia de lutas e manifestações. Queria parabenizar, em especial, as mulheres trabalhadoras que entre tantas jornadas ainda participaram de todas as atividades que ocorreram ao longo do dia, demonstrando a força e a luta da mulher do Rio de Janeiro”.

Leia também...

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked with *