Milhares lotam a Lapa em festival pela liberdade do ex-presidente Lula

Milhares lotam a Lapa em festival pela liberdade do ex-presidente Lula

Lula Livre! O brado ecoou pelo Rio de Janeiro com força para se amplificar por todo o Brasil. Num dos maiores atos pela liberdade pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva as Frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo, Centrais Sindicais como a CTB e a CUT, diversos movimentos sociais como UNE, UBM, UJS, UNEGRO, UNA LGBT, UBES, dentre outros se uniram a uma grande massa de artistas e lotaram a Lapa com quase cem mil pessoas nesse sábado.

“Está em jogo o destino do Brasil. Evidentemente, nós sabemos que o julgamento do presidente Lula foi baseado em delações, sem provas, julgamento que não foi baseado no mérito, aprisionando um dos maiores lideres do Brasil e da América Latina” – afirmou o ator Osmar Prado.

O cantor Chico César, outro dos músicos presentes, disse que “a partir do impeachment de Dilma, depois com a prisão de Lula, há um sentimento de fragilização da democracia”. “Grupos sem nenhum caráter, ligados às bancadas da bala, boi, bíblia, droga, se uniram para dominar o Brasil, tirar seu quinhão e vender o Brasil para o exterior”, completou.

Durante o festival, apresentações musicais foram intercaladas com a leitura de textos sobre a biografia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da vereadora Marielle Franco e diversos textos lidos com emoção por atrizes a atores em defesa da liberdade. Através de carta, lida pelo ator Herson Capri, Lula mandou uma mensagem aos que se faziam presente manifestando seu apoio contra o ex-presidente:

“A gente ainda vai festejar, e muito. A alegria, a liberdade e a justiça de um povo que não tem medo e que não se entrega não”.

Os estilos foram diversos: funk, rap, MPB, samba, rock. O encerramento, com chave de ouro, reuniu dois grandes nomes da música brasileira: Chico Buarque e Gilberto Gil cantaram algumas canções juntos, dentre elas Cálice, de autoria deles, 45 anos depois de terem sido censurados pela ditadura (1964-1985).

Ao final do festival, Gilberto Gil chamou a cantora Beth Carvalho e juntamente com Chico Buarque começaram a cantar Deixa a vida me levar. Todos os artistas subiram ao palco e o espetáculo se encerrou com a certeza de que a unidade das forças populares e progressistas é possível e que ainda tem muita luta pela frente.

Censuras conversadoras não tiram o brilho do festival

Nem tudo foram flores nesse sábado. Ainda no começo do festiva, membros do Tribunal Regional Eleitoral, como braço do judiciário que age politicamente contra candidaturas progressistas, tentaram tumultuar o evento e criar algum tipo de fato político para difamar a manifestação democrática que acontecia no bairro da lapa.

Os supostos fiscais, que insistiam em não se identificar para os midiativistas que cobriam a atividade, recolheram material dos mandatos de parlamentares presentes na atividade, como se a divulgação das ideias dos membros do parlamento fosse algo proibido. Pior ainda, confiscaram bandeiras do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) como se um partido político não tivesse o direito de manifestar seu apoio em uma atividade tão importante.

Atitudes como essa do TRE-RJ mostram como é importante a unidade das forças democráticas e progressistas contra os setores do judiciário que insistem em romper com a institucionalidade e perseguir aqueles que lutam ao lado do povo. Mas nem mesmo esse papelão do Tribunal Eleitoral conseguiu atrapalhar o brilho do festival que seguiu crescendo e se transformou em mais um histórico dia em que a cultura serviu a luta, unindo artistas e movimentos sociais sob uma mesma bandeira.

 

Foto: Ricardo Stuckert

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