MPT ACUSA FOLIC DE FRAUDES PARA BURLAR LEIS TRABALHISTAS

MPT ACUSA FOLIC DE FRAUDES PARA BURLAR LEIS TRABALHISTAS

O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com ação civil pública contra os donos das marcas de moda feminina Folic, Checklist, Loxx e Its Fashion por supostas fraudes trabalhistas. O objetivo é proteger os direitos de, pelo menos, 426 trabalhadoras e trabalhadores que foram demitidos pelas empresas do grupo sem receber suas verbas rescisórias ou conseguir acessar FGTS e Seguro-Desemprego.

Na primeira decisão relacionada à ação, a Justiça do Trabalho não permitiu o bloqueio dos bens dos sócios Johan Reckman, Danilo Reckman e Regina Valéria Gisler. Mas a coisa pode ficar feia para o trio de patrões no desenrolar do processo. A ação corria na 32ª Vara do Trabalho, mas a juíza responsável se declarou suspeita para julgar, fato que cancelou a primeira audiência, que estava marcada para maio. O processo foi redistribuído para a 19ª Vara e nova audiência será marcada. Na ocasião, o Sindicato vai reiterar o pedido liminar para bloquear os bens da Folic. Além de dívidas trabalhistas estimadas em R$ 3 milhões, eles vão ter que responder por diversos indícios de fraudes para ocultar seu capital, incluindo doações suspeitas de bens a parentes, uso de “laranjas” e abertura de falsas franquias. O MPT pede outros R$ 3 milhões de indenização por danos morais e materiais causados aos ex-funcionários.

A procuradora do Trabalho Carina Bicalho, que conduziu o inquérito no MPT, convidou o Sindicato dos Comerciários a integrar o processo na condição de representante dos funcionários e ex-funcionários. “Vamos ajudar com o que for preciso. Fomos ouvidos pelo MPT durante o inquérito e ajudamos a reunir um conjunto de provas que é mais do que suficiente para demonstrar que essa empresa zomba das leis e dos direitos trabalhistas. Com os dados que nós repassamos e a ajuda dos ex-funcionários, o Ministério Público conseguiu fechar o cerco a essa empresa que desrespeita até a própria Justiça, pois já descumpriu vários acordos fechados perante o juiz. Não adiantava o Sindicato tentar fazer alguma coisa antes, porque só agora o MPT está com a faca e o queijo na mão. Vamos ficar em cima”, comentou o presidente do Sindicato, Márcio Ayer.

“Todos sabiam dessas falcatruas e dos laranjas. A loja de Copacabana, que eles dizem que é franquia, todo mundo sabe que ainda é deles. Já fiquei sem receber em outras duas empresas do comércio, mas por conta de dificuldades financeiras. Na Folic é safadeza mesmo, até porque eles são ricos de berço”, disse ao Sindicato a comerciária M.X., que deixou de trabalhar na Folic há poucos meses.

Fonte: SEC-RJ

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2 Comments

  • LIDUINA31SOUZACRUZ
    7 de abril de 2017, 13:39

    Olá bom dia, gostaria que também fosse investigada a espaço fashion pois ela ágil exatamente assim e deixou de todos os funcionários . Alegando não ter dinheiro para pagar no entanto sabemos que foi aberta uma loja no nome de um laranjeira no shopping Dtw na Barra.

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  • Michele lima
    7 de abril de 2017, 14:07

    Aqui em São Paulo também deixou funcionários à deriva nos ajudem pelo amor de deus

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