Mulheres do Rio de Janeiro lotam ato dizem #EleNão

Mulheres do Rio de Janeiro lotam ato dizem #EleNão

As mulheres ergueram-se e vão derrotar o fascismo nessas eleições! É com esse saldo que as milhares de manifestantes, ampla maioria de mulheres, deixaram os atos convocados por todo país contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). No Rio de Janeiro, milhares de manifestantes tomaram a praça da Cinelândia, no Centro do Rio, no início da tarde de sábado (29) e seguiram à noite para a Praça XV, onde oa to foi encerrado. Convocado pelo grupo “Mulheres Unidas contra Bolsonaro” no Facebook, no último dia 30, o ato foi organizado por mulheres militantes dos mais variados movimentos sociais que se reuniram e trabalharam  por cerca de duas semanas para transformar a mobilização virtual em um dos maiores atos da história do País.

Todo o dinheiro para alugar um carro de som, montar um palco e contratar seguranças foi levantado por doações mobilizadas pelas organizadoras, informou Natália Trindade, integrante do grupo e militante da União Brasileira de Mulheres (UBM) e da União da Juventude Socialista (UJS), ao jornal O Dia.

“Estamos aqui para apresentar resistência, dizer que o País que queremos é sem fascismo”, disse Natália. A militante disse ainda que a mobilização deve continuar, afirmou a militante feminista que não descartou  um segundo ato de mulheres contra o candidato que pode ser convocado antes do pleito decisivo de 28 de outubro.

Mulheres da CTB RJ participaram do ato

A Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB RJ, Kátia Branco, também valorizou o ato e o papel das mulheres nas eleições:

“Nós, Mulheres, fomos as primeiras a sentir na pele o avanço do fascismo e as ameaças à nossa democracia. Nos erguemos contra a agenda recessiva de Cunha, lutamos contra o Impeachment da Presidenta Dilma, combatemos a Reforma Trabalhista e da Previdência, e, agora, construímos um dos maiores atos da história do Brasil para dizer #EleNão, Fascismo não!” – afirmou Kátia.

O ato terminou por volta das 20h, sem incidentes. O ato contra Bolsonaro, evocou também uma ferida aberta não apenas das mulheres, mas de toda sociedade Brasileira: o assassinato brutal da veredora Mariele Franco (PSOL), ainda sem resposta. As manifestantes reagiram com aplausos à passagem de uma bandeira com a imagem da vereadora Marielle Franco.

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