NO DIA DA ÁGUA, CEDAENOS FAZEM ATO CONTRA PRIVATIZAÇÃO DA CEDAE

NO DIA DA ÁGUA, CEDAENOS FAZEM ATO CONTRA PRIVATIZAÇÃO DA CEDAE

Os trabalhadores da Cedae fizeram uma grande manifestação na porta do Ministério Público do Rio de Janeiro para cobrar a intervenção do MP no processo da Alerj que autorizou a venda da empresa.

Foi protocolado no MP um abaixo-assinado com mais de 11 mil assinaturas, contra a privatização da Cedae, recolhidos entre os cedaeanos e a população. Além do MP, também foram protocolizadas ações no Ministério Público Federal e a OAB/RJ contestando a proposta de privatização e pela manutenção da Cedae estatal, pública e indivisível.

A manifestação contou com a presença de vários outros sindicatos e trabalhadores de outras categorias, como UERJ, metalúrgicos do Rio e servidores do Muspe. Também esteve no ato uma representação internacional de servidores públicos de Nova York que atuam na área da educação com foco na questão da água, Wayne Spencer e Mike Barry. Foi um ato de muita qualidade, onde os trabalhadores denunciaram a luta em defesa da água pública e destacando a péssima qualidade da água privatizada na sua cidade.

Uma comissão formada pelo presidente do Sintsama, Humberto Lemos, o vice-presidente Serjão, Flávio Guedes, o advogado Marcos Neves e os sindicatos de Campos (João Marcos) e Niterói (Serginho) foi recebida pelo Procurador Geral que se colocou a disposição dos cedaeanos e da sociedade para tratar da questão da privatização da Cedae. Também participaram procuradores representantes de todas as seções do Ministério Público. Foram contestados os valores da garantia e os procedimentos adotados na Alerj. O Procurado disse que vai se posicionar em todos os processos que tenham relação com a privatização da Cedae.

O valor de mais de R$ 3 bilhões que seria pago pela Cedae foi duramente contestado, pois apenas a estação de Guandu valeria cinco vezes mais.

A comissão ainda terá uma agenda com a OAB estadual para tratar também da privatização da Cedae.

O presidente do Sintsama-RJ, Humberto Lemos, que fez parte da comissão recebida no MP, defendeu a intervenção do Ministério Público e ressaltou que os trabalhadores continuam na luta para barrar a privatização da Cedae.

O presidente nacional da CTB, Adílson Araújo, participou da manifestação e disse que “o Brasil atravessa uma grande crise e que junto com a venda da Cedae está em curso a privatização do país. Essa é a receita do capital contra o trabalho, o que está por trás disso? Uma empresa rentável que o governo golpista de Temer e o Pezão querem entregar ao capital internacional. Outras empresas como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobrás estão sofrendo ataques”.

Adílson também criticou a proposta de reforma da previdência do governo Temer e o projeto que congela os recursos para a saúde e outros serviços públicos.

 

Texto: Marcos Pereira |Sintsama-RJ

Fotos: Sintsama-RJ

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