CTB-RJ convoca suas bases a participar de atos da Saúde e da Educação

CTB-RJ convoca suas bases a participar de atos da Saúde e da Educação

O Governo Bolsonaro se consolida, a cada dia que passa, como uma tragédia sem precedentes da história do Brasil. Unindo tudo de pior que existe na extrema direita, o governo anti-povo, tenta atacar duramente a aposentadoria do povo brasileiro e elege como seu inimigo prioritário a educação pública.

É através da educação que milhares de jovens encontraram o caminho para construir uma nova vida para si e suas famílias ao longo dos governos progressistas. Foram centenas de Escolas Técnicas e dezenas de Universidades quando educação era tratada como investimento, não como gasto. Tempos não tão distantes, mas cujo legado tenta se destruído pelo governo que ataca professores e afaga banqueiros.

Com números usados fora de contexto (e por vezes até de lógica), com dados inverídicos (como os apresentados pelo Ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni) e com as mesmas nefastas práticas de “fake news”, usada em abundância durante a campanha eleitoral, o governo tenta iludir o povo enquanto corta recursos vultosos que vão da educação básica até a produção científica. São recursos tirados de todos os ramos da educação e que colocam as instituições educacionais de nosso País em grande vulnerabilidade.

Aqui no Rio de Janeiro, além das lutas da educação, que tomaram as ruas com grandes atos protagonizados essa semana pela comunidade do Colégio Pedro II e das Universidades Federal Fluminense (UFF) e Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), temos uma grande batalha em outro setor fundamental e estratégico para nosso povo: a saúde. Empresários do setor privado de saúde tentam manobras para não acatar o piso regional da Enfermagem, definido pela ALERJ, não valorizando profissionais que estão na ponta do atendimento, lutando por vidas e atendendo a família dos trabalhadores e trabalhadoras que constroem a nação.

A situação da saúde no Rio de Janeiro vem calamitosa à tempos e as sucessivas tentativas de não se pagar o piso regional para as categorias do setor demonstra a falta de interesse em proporcionar um melhor atendimento à população. Enquanto a saúde pública agoniza com o sucateamento promovido pela tríade Bolsonaro-Witzel-Crivella, na saúde privada os profissionais convivem com baixos salários e jornadas questionáveis. Hoje, segundo pesquisa do Conselho Federal de Enfermagem, 70% dos enfermeiros no Brasil se sentem inseguros no ambiente de trabalho. Muitos relatam que já foram ofendidos e até agredidos por pacientes e acompanhantes. Os enfermeiros contaram que em muitos casos, o motivo das agressões que eles sofrem de pacientes ou parentes é justamente a falta de estrutura nas unidades de saúde. A pesquisa revelou também que 19% dos profissionais de Enfermagem já vivenciaram situações de violência nos lugares que trabalham e 71% destacam que há pouca segurança nas unidades de saúde. Cerca de 66% declararam já terem sofrido algum tipo de desgaste profissional, seja por exposição ao risco de agressão, excesso de trabalho ou falta de estrutura para desempenharem bem suas funções. É a essa categoria que os empresários querem negar o direito ao piso regional.

Lutar pela educação e pela saúde é dever de todo o sindicalismo classista que a CTB representa. Sendo assim, convocamos todas as entidades filiadas a mobilizarem suas bases para o ato pelo pagamento do piso salarial da enfermagem, no próximo dia 14, às 13 horas, na Candelária e para a Greve Nacional da Educação, marcada para o próximo dia 15.

Fortalecer a luta da saúde e da educação é defender os interesses do povo e tarefa de todo militante classista!

CTB, a Luta é pra Valer!

Rio de janeiro, 9 de maio de 2019

Paulo Sérgio Farias

Presidente da CTB RJ

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