Parada LGBT reúne 1 milhão de pessoas em Copacabana

Parada LGBT reúne 1 milhão de pessoas em Copacabana

Um milhão de pessoas lotaram a Praia de Copacabana em um grito contra a homofobia e por igualdade de direitos para a população LGBT.  Com o tema “Vote em ideias, não em pessoas”, a 23ª edição da Parada do Orgulho LGBTI Rio coloriu a orla de Copacabana no último domingo (30). As cores do Arco-íris tomaram conta da Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, num alerta em defesa da democracia e dos direitos LGBTs.

A abertura contou com shows de artistas como Lorena Simpson, Lexa, Mulher Pepita, Ananda. Glória Groove e outros. De acordo com Almir França, um dos organizadores, a parada é, também, um ato político. “Nossos direitos, nossa cidadania e, principalmente, nossas vidas dependem das escolhas que faremos nas urnas ”, explicou. Durante a parada não havia bandeiras partidárias, mas, por várias vezes, gritou-se “ele não” contra o candidato à presidência do PSL, Jair Bolsonaro, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Diversos candidatos, no entanto, passaram pelo evento reafirmando seu compromisso com a diversidade e a luta contra a violência homofóbica.

O ato ocorreu sem grandes incidentes e marcou uma segunda grande mobilização por direitos no fim de semana de luta do povo carioca. Atrás de um dos trios elétricos, a Parada LGBT exibia a foto da vereadora Marielle Franco, assassinada no começo do ano em um crime ainda sem resposta, com a pergunta: “quem matou Marielle Franco?”.

Com homenagens à Marielle e repúdio à Bolsonaro, a Parada LGBT do Rio de Janeiro desse ano foi um verdadeiro ato de emancipação da população LGBT na luta por mais direitos e em defesa da democracia.

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