“Parem de nos matar”: ato contra violência nas favelas lota Ipanema

“Parem de nos matar”: ato contra violência nas favelas lota Ipanema

A Orla de Ipanema recebeu uma multidão de moradores de comunidades do Rio de Janeiro para fazer ecoar um uníssono grito contra a violência nas favelas. Com o nome “Parem de nos matar”, o ato chamado pelos movimentos sociais das favelas do Rio de Janeiro contou com o apoio de entidades do movimento negro, como a UNEGRO, de partidos políticos progressistas e de Centrais Sindicais, como a CTB RJ.

Idealizado após a morte do gari comunitário William Mendonça dos Santos, conhecido como Nera, durante um tiroteio na favela do Vidigal, em abril, o ato foi uma resposta da sociedade civil ao aumento da violência policial em decorrência da política de segurança pública do governo Wilson Witzel. Além da morte do Gari, que levou à organização do ato, no mesmo período em que ele fora gestado também aconteceu o assassinato do músico Evaldo Rosa dos Santos, alvejado por mais de 200 tiros disparados por membros do Exército Brasileiro e do Estudante Lucas Braz, de 17 anos, alvejado na favela do Parque Royal.

Dados oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP) indicam que 4 mortes por dia foram ocasionadas pela intervenção policial no primeiro trimestre de 2019, o que representa aumento de 18% em relação ao ano anterior. 

O ato contou com intervenção artística de militantes do movimento Levante Popular da Juventude e com a manifestação também contou com apresentações artísticas de MC Leonardo, Filhas de Gandhi, de alunos da Biblioteca Parque, Slam da Poesia, Coletivo Favela Tem Voz, entre outros. As deputadas federais Benedita da Silva (PT-RJ) e Jandira Feghali (PC do B), a deputada estadual Renata Souza (Psol-RJ) e o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP), estiveram presente no ato declarando seu apoio ao ato e a luta contra a violência nas comunidades.

Durante o ato, a militância da CTB Rio de Janeiro recolheu assinaturas para o abaixo-assinado contra a Reforma da Previdência.

*Com informações do Brasil de Fato 

Leia também...

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

Cancelar comentário