Prefeitura do Rio tirou R$ 14 milhões de obras de prevenção a enchentes em fevereiro

Prefeitura do Rio tirou R$ 14 milhões de obras de prevenção a enchentes em fevereiro

Na semana que antecedeu a chuva que destruiu parte da Zona Oeste do Rio e deixou, no município, três mortos, o prefeito Marcelo Crivella remanejou verbas previstas para contenção de encostas e para drenagem. O carnaval foi um dos destinos do dinheiro — cerca de R$ 14 milhões.

Três decretos de Crivella com as movimentações orçamentárias foram publicados no Diário Oficial do Município de quinta (27) e sexta-feira (28).

O temporal desabou na noite de sábado (29) e continuou por todo o domingo (1º). Realengo e Taquara foram os bairros mais afetados.

O que determinam os decretos

O remanejamento cancelou três serviços da Georio.

  1. Na quinta (27), R$ 4 milhões inicialmente destinados para obras de contenção foram para a Riotur;
  2. Na sexta (28), mais R$ 4 milhões, previstos para drenagem e pavimentação, foram para o Cimento Social;
  3. Também na sexta, R$ 6 milhões, reservados para conservação de viadutos, foram para a Casa Civil.

O PRIMEIRO DECRETO

No DO de quinta (27 ), Crivella retirou R$ 3,98 milhões da Georio aprovados para obras e instalações para “estabilização geotécnica”.

Esse valor foi repassado para a Riotur para, entre outros, “projeto carnaval”, “desfile da passarela” e “evento na Cinelândia”.

O SEGUNDO DECRETO

No Diário Oficial de sexta (28), foi aberto crédito suplementar de R$ 4.086.282,16 para o Cimento Social.

O programa contempla a “construção, reforma e realocação de moradias populares em comunidades carentes ou em áreas de risco”.

O TERCEIRO DECRETO

No mesmo dia, R$ 8 milhões, sendo R$ 6 milhões da Georio, foram transferidos para a Casa Civil.

A verba vai reforçar o caixa de obras e a “participação no capital da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro”.

CPI cita ‘cortes irresponsáveis’

A CPI das Enchentes foi aberta por causa da contratação de empresas após as fortes chuvas que caíram em fevereiro de 2019, que mataram sete pessoas.

O relatório final pediu o indiciamento do prefeito Marcelo Crivella e de secretários municipais.

Os vereadores afirmam que, desde 2017, a prefeitura não atualiza planos de chuvas e fez “cortes orçamentários irresponsáveis”.

O documento também citou a falta de integração entre órgãos e indícios de formação de cartel nos contratos das obras de emergência.

O que diz a prefeitura

Em nota, a Prefeitura do Rio afirmou que não houve perdas de recursos para a Georio.

“Um novo decreto será publicado, reincorporando os valores”, emendou.

Fonte: G1

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