RESOLUÇÃO DA REUNIÃO DA DIRETORIA PLENA DA CTB-RJ

RESOLUÇÃO DA REUNIÃO DA DIRETORIA PLENA DA CTB-RJ

A diretoria plena da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro, em reunião realizada no dia 13 de Dezembro de 2016, resolve que:

1- O ano de 2016, fortemente marcado pelo golpe jurídico, parlamentar e midiático, foi um ano de intensa mobilização e lutas nas quais nossa Central teve destaque, em especial aqui no Rio de Janeiro. O governo golpista de Michel Temer não representa a classe trabalhadora, não possui a legitimidade do voto. A luta pelo FORA TEMER e pela realizações de ELEIÇÕES DIRETAS para presidente é uma luta que deve ser tratada como prioridade por todas as nossas bases. Medidas como a PEC 55, a Reforma da Previdência, a Reforma do Ensino Médio e a Privatização da CEDAE são extremamente danosas aos trabalhadores e às camadas mais pobres, colocando em grande risco as conquistas sociais dos últimos 13 anos.

2 – No curso da luta política contra o golpe, nossa atuação também teve destaque na construção da Frente Brasil Popular e na construção da unidade de ação com as frentes Povo Sem Medo e da Frente de Esquerda Socialista. Hoje continuamos garantindo grandes atos de luta contra a agenda de retrocessos que é imposta em nosso País. Fruto desta ação e da justeza de nossa política classista e plural, temos hoje uma central organizada em mais de 70 entidades, com 37 sindicatos filiados em todo o Estado do Rio de Janeiro.

3- Além da luta contra os retrocessos da agenda neoliberal golpista no país, aqui no Rio, os sindicatos filiados a CTB-RJ participam ativamente do MUSPE (Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais) para enfrentar o pacote de austeridade do governo estadual que inclui medidas como o aumento da contribuição previdenciária, fim do triênio, congelamento de salários, proibição de concursos públicos e o fim de programas sociais que atingem diretamente a população mais pobre do nosso Estado. A CTB-RJ orienta que seus sindicatos não aceitem nenhuma redução de direitos, assim como não aceitem o aumento da taxação previdenciária de nenhuma forma, seja integral ou parcelada. Aqueles que votarem contra os trabalhadores serão denunciados na base.

4 – Na maior greve de educação, da rede publica estadual, os militantes da CTB também estiveram presentes, incansavelmente. A principal conquista foi na questão democrática, a aprovação da eleição direta para diretor(a) das unidades escolares.

5 – Diante desta conjuntura as secretarias de mulheres, igualdade racial e de políticas sociais, realizaram o 2° Encontro de Estadual e recebeu o 2° Encontro Nacional, onde reafirmou uma visão classista sobre as diversidades e fortaleceu a busca por maior participação das frentes de mulher, negros, LGBT e jovens nas estruturas dos sindicatos filiados a CTB.

6 – Nossa central encerra 2016 com um balanço positivo da sua ação frente aos desafios que a conjuntura nos impôs, no entanto, sabemos que precisaremos de muito mais no ano que vai se iniciar. Derrotar a agenda neoliberal, de retirada de direitos, fortalecer a Frente Brasil Popular (FBP), fortalecer as frentes do SUAS e do SUS e defender a democracia são tarefas primordiais do sindicalismo classista que representamos.

7- Realizaremos, em Junho de 2017, nosso 4º Congresso que terá como tarefa não apenas a eleição de uma nova diretoria, mas a unificação de nossas lutas e a preparação de nossa central para os desafios da nova conjuntura política nacional.

8 – Enfrentar os retrocessos do governo neoliberal golpista, lutar por eleições diretas para Presidente, combater e derrotar os ajustes de Dornelles e Pezão e construir um sindicalismo cada vez mais amplo, democrático, classista e de luta são as grandes missões da CTB-RJ para o ano de 2017.

CTB, a luta é pra valer.

Rio de Janeiro, 13/12/2017

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