Saúde radicaliza a greve

Saúde radicaliza a greve

Com dois meses de pagamentos em atraso e com o risco de ficar sem 13º, após muita negociação e tentativas frustradas de resolver pela via judicial, os profissionais da Saúde do Rio de Janeiro decidiram radicalizar a greve. Reunidos em assembleia na manhã desta segunda-feira (9/12), os técnicos de enfermagem decidiram reduzir o efetivo a 30% nas unidades de saúde geridas por organizações sociais (OS) nas quais os salários estão atrasados.

À tarde, durante assembleia unificada que reuniu mais de 500 profissionais da Saúde, na Zona Portuária, outras categorias aprovaram paralisações e manifestações em várias unidades da rede municipal. Após a assembleia, em manifestação pacífica contra o prefeito Marcelo Crivella – que contou com amplo apoio da população – os trabalhadores fecharam por vários minutos a Avenida Francisco Bicalho, uma das mais importantes da região.

“Não tem mais recuo! Vamos ficar ainda mais sobrecarregados, mas greve não é folga, é luta. Quem estiver nas escalas não pode faltar para não prejudicar a legalidade do nosso movimento”, orientou a presidente do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem (SATEMRJ), Mírian Lopes.

Últimos capítulos – Na semana passada, os profissionais da saúde comemoraram quando o TRT confirmou o sequestro de R$ 325 milhões das contas da Prefeitura que garantiria o pagamento dos atrasados e do 13º salário. Poucas horas depois, no entanto, a Advocacia Geral da União (AGU) voltou a apresentar recurso contra o bloqueio. Representante jurídica do Governo Federal, a AGU alega que o dinheiro das contas sequestradas está reservado para obras do legado olímpico.

“Tijolo não tem alma, nem estômago. Há trabalhadores passando fome e quem tem fome tem pressa. Sem falar que o legado de 2016 já era, o ser humano tem que ser a prioridade”, reclamou a presidente Mírian. Ela informou que o responsável pelo dissídio de greve ajuizado pelo Sindicato no TRT, desembargador Cesar Marques, antecipou para quarta-feira (11/12) a próxima audiência da Seção de Dissídios Coletivos (Sedic). O magistrado estaria empenhado em encontrar novas fontes de receita da Prefeitura que não estejam comprometidas com obras.

Fonte: Satem-RJ

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