Seis das nove regiões do Rio estão com taxas de ocupação de UTI para Covid-19 acima de 90%

Seis das nove regiões do Rio estão com taxas de ocupação de UTI para Covid-19 acima de 90%

Dados da secretaria estadual de Saúde mostram que seis das nove regiões de saúde do Rio estão com taxas de ocupação de UTI para Covid-19 acima de 90%. A situação mais crítica é na Baia de Ilha Grande onde não há mais vagas. Na região Metropolitana 1 — que engloba a capital e a Baixada Fluminense — só havia até a última atualização 61 leitos disponíveis, sendo 42 na capital.

Em paralelo, nesta segunda-feira há 640 pessoas à espera de um leito de UTI na rede pública do Rio. Entretanto, das 2.026 vagas de terapia intensiva, 1.837 já estão ocupadas , tornando a fila por um leito 3,4 vezes maior que o número de vagas de terapia intensiva. A atual taxa de ocupação no estado é de 91% para UTI e 80% de leitos de enfermaria.

Taxas de ocupação de UTI por região de Saúde e vagas disponíveis:

Baia de Ilha Grande – 100%
Centro Sul – 99% e um leito livre
Metropolitana 2 – 98% e cinco leitos livres
Metropolitana 1 – 93% e 61 leitos livres
Noroeste – 93% e cinco leitos livres
Região Serrana – 92% e 13 leitos livres
Norte – 84% e 32 leitos livres
Medio Paraíba – 79% e 57 leitos livres
Baixada Litoranea – 72% e 15 leitos livres

Historicamente apenas parte dos municípios do Rio possuem vagas de UTI, sendo geridas principalmente em cidades maiores. Das 92 cidades, apenas 44 têm vagas de terapia intensiva para tratar o coronavírus. Já são 14 municípios que estão sem vagas para atender pacientes graves, sendo a pior situação em Itaboraí, que apresenta uma superlotação de 181%.

Outras sete cidades só possuem mais uma vaga para internar pacientes graves: Campos, Petrópolis, Vassouras, Maricá, Cabo Frio, São João da Barra e São Fidélis.

Média móvel continua subindo

Pelo 16º dia seguido o estado do Rio apresentou um aumento da média móvel de mortes da doença. Foram seis novas notificações de óbitos e 797 casos nesta segunda. Por ser um dia após um feriado prolongado, os dados podem estar represados.

A média móvel passa a ser de 2.569 casos e 221 mortes por dia. Em relação aos números de duas semanas atrás, houve um aumento de 74% na quantidade de óbitos, o que indica uma tendência de crescimento na intensidade do contágio por estar acima da marca mínima estipulada de 15%.

Segundo a SES, a mediana para um paciente conseguir um leito de enfermaria ou UTI diminuiu nas últimas 24 horas. Para conseguir um leito de terapia intensiva é de 17 horas e 4,5 horas para enfermaria. O cálculo leva em consideração o tempo em que 50% dos pacientes consegue uma vaga em leito destinado para o tratamento de Covid-19. A pasta porém, não informou o número de pacientes que aguardam há mais de 24 horas ou os critérios que utiliza para selecionar os casos que são considerado no cálculo.

Fonte: Extra

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