SERVIDORES PROTESTAM CONTRA MEDIDAS DO GOVERNADOR PEZÃO

SERVIDORES PROTESTAM CONTRA MEDIDAS DO GOVERNADOR PEZÃO

Milhares de servidores estaduais foram às ruas do Centro do Rio, nesta quarta-feira (3), contra as medidas adotadas pelo governador Luiz Fernando Pezão. Os manifestantes defenderam o fim da política que combina isenções fiscais para grandes empresários com atraso de salários de trabalhadores do quadro efetivo e terceirizados, criticaram o colapso na saúde estadual e a crise nas universidades estaduais e, repudiaram, a tentativa de reduzir os direitos previdenciários do funcionalismo. A manifestação também se posicionou contra a privatização da CEDAE e se consolidou num grito dos trabalhadores avisando ao governador que não seriam eles que pagaraiam pela crise. Nas palavras do diretor da CTB-RJ, José Carlos Madureira:

“O ato é uma demonstração de resistência ao golpe que o Pezão quer dar no funcionalismo público. Ele produziu a crise, gestou a crise e agora quer fazer com que o funcionalismo pague a conta. O Petróleo não tem culpa nisso. Dizer que a culpa é do Petróleo é discurso. Pezão já sabia há um ano atrás que o preço do barril iria cair. O que vivenciamos hoje é uma gestão que não olha os seres humanos, só olha o lucro, e defende os interesses do capital através de um modelo econômico privatista.”

Além dos servidores, também participaram do ato estudantes e outros segmentos dos movimentos sociais. O ato iniciado na Assembleia Legislativa (Alerj) terminou na Cinelândia e mostrou a unidade dos trabalhadores na defesa dos direitos dos funcionários públicos estaduais.

O presidente do Sintsama-RJ e vice-presidente da CTB-RJ, Humberto Lemos, afirmou que “o Sindicato, que representa aqui os trabalhadores da Cedae e do Inea, está incorporado a este movimento,  porque saneamento é saúde preventiva. Somos a única empresa do Rio de Janeiro que fugiu da privatização. Resistimos porque fizemos muita greve em defesa da empresa pública. Temos que defender o patrimônio do estado e os servidores do Rio de Janeiro. Vamos pra rua mostrar nossa força”.

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