SERVIDORES REALIZAM GRANDE ASSEMBLEIA EM CAXIAS

SERVIDORES REALIZAM GRANDE ASSEMBLEIA EM CAXIAS

Aconteceu, na última sexta-feira (16), a assembleia dos servidores públicos de Duque de Caxias. A categoria, que se encontra em mobilização há meses, se unificou me uma grande assembleia no Clube 500, no centro do município, e contou com a presença massiva das categorias da educação e dos auxiliares e técnicos de enfermagem. A dirigente da CTB, Maria Celina, acompanhou a atividade.

Durante a assembleia foi relatada a situação dos servidores que recebem seus salários parcelados há três meses, sem nenhum sucesso até agora nas negociações com o Prefeito Alexandre Cardoso. O diretor do Sindicato dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro (SEPE), Marcos Lord, afirmou acreditar no poder da unificação da luta das categorias e denunciou o descaso da Prefeitura com a negociação:

– Estamos em uma negociação difícil. O Prefeito não está concorrendo à reeleição e demonstra não ter nenhum compromisso político com a categoria. Ele tem instaurado uma política de opressão ao trabalhador, perseguição aos direitos conquistados e negação de direitos adquiridos.

O dirigente do Sintaxe-DC, Paulo Loli, também denunciou o parcelamento dos salários e valorizou a unidade dos trabalhadores que, por enquanto, já reúne trabalhadores da educação e da saúde.

– A nossa luta inicial era pelo PCCR e pelo concurso público, mas agora estamos numa situação complicada de lutar pelo nosso salario.

A militante cetebista e dirigente da Fasubra, Márica denunciou a situação na qual se encontram os servidores de Caxias:

– A situação é temerosa para os servidores. Os aposentados receberam um terço do salario, nossos consignados foram subtraídos pela prefeitura, gratificações retiradas e ainda o parcelamento dos salários. As condições de trabalho nas unidades hospitalares são péssimas, há constante assédio moral e, só em uma unidade hospitalar, houveram 5 suicídios e nada foi feito por parte do poder público.

A assembleia decidiu por paralisações nas escolas e pela eleiçãoo de delegados sindicais em todas as unidades de saúde para formação de um conselho de representantes. Os trabalhadores da saúde também decidiram por trabalhar trajando o preto e ambas as categorias irão aderir à paralisação do dia 22, puxada pelas centrais sindicais.

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