TRABALHADORES FAZEM NOVOS ATOS CONTRA PRIVATIZAÇÃO DA CEDAE

TRABALHADORES FAZEM NOVOS ATOS CONTRA PRIVATIZAÇÃO DA CEDAE

A luta contra a privatização da CEDAE não acabou, ela está apenas começando. Esse era o sentimento de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que fizeram um protesto pacífico na manhã dessa terça-feira (21) em frente à Estação de Tratamento de Água do Guandu, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

A atividade ocorreu de forma pacífica e contou com intervenções de dirigentes do movimento sindical ligado à empresa repudiando a votação que autorizou o governo do Estado a vender a empresa. Sem nenhum incidente, o ato seguiu em carreata para a ALERJ.

No começo da tarde, na ALERJ, os manifestantes ocuparam a via em frente à Casa Legislativa para protestar contra a venda da companhia e acompanhar a sessão que votou as emendas que serão adicionadas ao projeto que prevê a privatização da Cedae, aprovado na segunda-feira. O ato reuniu integrantes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado do Rio (Muspe), funcionários da companhia, ativistas e militantes de partidos e diversos movimentos sociais. O dirigente da CTB e do Sintsama, Paulo Sérgio Farias, fez uma avaliação da situação:

“Hoje, a ALERJ continuou o processo de venda da CEDAE e rejeitou a maioria dos destaques apresentados pelos parlamentares com o intuito de salvaguardar, principalmente, o emprego dos funcionários da empresa. A luta dos trabalhadores, no entanto, permanece. Continuamos em greve e a resistência está aumentando. A batalha de ontem foi apenas a primeira. Não está dado que o processo está concluído. Os parlamentares apenas autorização para que o estado disponha da totalidade das ações da companhia como garantia do empréstimo. Então, os trabalhadores continuam na luta. A CTB continua apoiando a categoria com a certeza de que com a perseverança dos trabalhadores, é possível, a médio prazo, reverter esse processo. Ainda mais sabendo que o governador Pezão, cassado pelo TRE, corre risco de perder o mandato e isso teria consequências diretas na Assembleia Legislativa e, caso venha a ocorrer novas eleições no Rio de Janeiro, irá modificar por completo o panorama relativo a essa media que foi tomada contra o povo e contra os trabalhadores da CEDAE.”

O projeto de lei que autoriza a venda da CEDAE recebeu 211 emendas dos deputados estaduais, mas a ampla maioria deles foi rejeitada. Apenas duas emendas foram incorporadas, nesta terça-feira, ao projeto original. A primeira, da Deputada Cidinha Campo (PDT), obriga que o dinheiro obtido com o empréstimo seja usado para quitar a dívida com servidores ativos, inativos e aposentados. A segunda emenda, de autoria de Martha Rocha (PDT), garante que moradores de regiões carentes que não tiverem condição de arcar com o serviço de água continuarão recebendo os benefícios da tarifa social.

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