Trabalhadores querem reajuste de 6% para o piso regional em 2020

Trabalhadores querem reajuste de 6% para o piso regional em 2020

O Conselho Estadual de Emprego, Trabalho e Renda (Ceterj) vai encaminhar nos próximos dias ao governador Wilson Witzel as duas propostas apresentadas ontem pelas bancadas dos trabalhadores e dos empresários para reajustar os valores das seis faixas do piso regional no ano que vem. Os representantes dos trabalhadores reivindicaram 6% de correção, enquanto os patrões propuseram que os salários fiquem sem aumento.
Com a proposta de reajuste de 6%, por exemplo, o piso das empregadas domésticas, na faixa 1, no ano que vem passaria a ser de R$ 1.312,39. Vale lembrar que os valores dos pisos foram corrigidos em 3,75% em 2019.

A negociação entre patrões e empregos não chegou a consenso na reunião de ontem do conselho. Por conta disso, as bancadas decidiram encaminhar das duas possibilidades para que o governador decida como encaminhará a questão. Em seguida, Witizel deverá enviar mensagem para os deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para que votem e aprovem o projeto com o reajuste do piso regional. “Além da diferença de percentual de reajuste, a proposta da bancada dos trabalhadores tem diferenciais em relação à patronal, como a inclusão do trabalhador jovem aprendiz no piso regional, entre outros pontos, como a recomposição do poder de compra”, explicou a Jornal O Dia, Carlos Alberto Liveira Lima, Secretário Gerla da CTB-RJ que ocupa a presidência do conselho como um dos representantes dos trabalhadores.

Conforme a proposta apresentada ontem pelos trabalhadores, além da faixa 1 subir para R$ 1.312,39, a faixa 2 passaria a R$1.360,75, beneficiando categorias como barbeiros, cabeleireiros, carteiros, cozinheiros e cuidadores de idosos, entre outros. Já a faixa 3 seria de R$ 1.457,51, patamar que inclui agentes de trânsito, auxiliares de biblioteca, auxiliares de Enfermagem com regime de 30 horas, barman e bombeiros civis, entre outros.

Já a faixa 4 subiria para R$ 1.765,88 que beneficia técnicos em farmácia, técnicos em laboratório e técnicos em enfermagem, entre outros. A faixa 5 passaria a ser de R$ 2.663,34 para motoristas de ambulância, taxistas profissionais reconhecidos pela Lei Federal 12.468, entre outros. E finalmente, a faixa 6 iria a R$ 3.348,49 que abrange administradores de empresas, advogados, jornalistas, arquitetos, arquivistas, assistentes sociais e e bibliotecários, entre outros.

Fonte: Jornal O Dia

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