Trabalhadores Rurais dizem não à MP 871

Trabalhadores Rurais dizem não à MP 871

Seguindo firme na agenda de mobilização para as atividades do dia 20 de fevereiro, a CTB RJ, em parceira com a FETAG-RJ e a FETAGRI-RJ, realizou hoje (11), na Câmara Municipal de Niterói o debate sobre “alterações na legislação trabalhista no campo”. Mediado pelo vice-presidente da CTB RJ, Oto dos Santos, o debate lotou as galerias da Câmara Municipal e se converteu em ato político de repúdio à MP 871, promulgada pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Criticada por diversas lideranças do campo, a MP 871 consiste numa “minirreforma” que ataca duramente os trabalhadores do campo, lhes impondo prazos curtos e condições inviáveis para a concessão e a manutenção de seus direitos. Para além disso, a MP também promove um duro ataque aos trabalhadores rurais e suas entidades representativas, acabando com o direito das entidades emitirem a Declaração de Atividade Rural. As palavras de ordem do debate eram “não à MP 871” e “não à Reforma da Previdência.”

O Presidente da CTB Rio de Janeiro, Paulo Sérgio Farias, lembrou, em sua fala, que as ameaças à aposentadoria vem desde o governo de Michel Temer e criticou duramente as propostas do governo Bolsonaro:

“Bolsonaro assumiu com a proposta de alterar o funcionamento do Estado, com privatizações e aprofundamento da Reforma Trabalhista. O pano de fundo da Reforma da Previdência é a retirada de direitos da classe trabalhadora para aumentar o lucro dos bancos.” – afirmou Paulo Sérgio.

Paulo Sérgio também criticou a MP 871, que, na visão do dirigente cetebista, tem como objetivo sufocar os sindicatos.

A Secretária de Seguridade Social, Aposentados e Pensionistas da CTB Rio de Janeiro, Maria Celina de Oliveira, também marcou presença no debate e criticou as mudanças na Reforma da Previdência no que tange às mulheres. Celina lembrou que já está mais do que comprovado que as mulheres sofrem com jornada dupla de trabalho e que, com isso, seria injusto uma idade igual à dos homens para se aposentarem:

“Nós queremos igualdade no respeito e no trabalho, mas exigimos também igualdade na desigualdade de jornadas que as mulheres sofrem todos os dias por todo Brasil.” – defendeu Celina.

Celina também alertou que a Reforma da Previdência faz parte de um plano que também inclui a Reforma do SUS, que seria outro grave ataque à classe trabalhadora. “O governo quer que todos os trabalhadores paguem por um plano de saúde”, alertou Celina.

O Vereador de Niterói, e presidente do PCdoB local, Leonardo Giordano, fez uma saudação ao debate. Leonardo colocou seu gabinete à disposição da luta dos trabalhadores do campo e endossou o coro contra a Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes:

“Eles dizem que a Reforma da Previdência é boa, mas não querem ela para suas categorias. Eles argumentam com base em uma conta que ignora metade do orçamento, que é entregue aos bancos em nome da dívida pública. A metade dos bancos nunca é tocada, enquanto os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras mais uma vez são atacados.” – disse Leonardo.

O Vereador Comunista também criticou a Reforma Trabalhista:

“A livre negociação aprovada na Reforma Trabalhista é a livre negociação entre a faca do patrão e o pescoço dos trabalhadores. O que eles querem fazer com o Brasil é arrochar o povo e vender nossas riquezas para manter o privilégio de uma minoria.” – enfatizou.

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