Vencedor do leilão de ações da CEDAE, Banco BNP Paribas vive mergulhado em processos que incluem genocídio, cartel, manipulação cambial e corrupção

Vencedor do leilão de ações da CEDAE, Banco BNP Paribas vive mergulhado em processos que incluem genocídio, cartel, manipulação cambial e corrupção

O Banco BNP Paribas foi o vencedor (e único concorrente) do leilão irregular de venda de ações da CEDAE. A equipe de comunicação da CTB RJ pesquisou alguns escândalos graves no qual essa entidade está envolvida. Confira a lista abaixo:

Fraude em Moçambique – O BNP Paribas é um dos bancos envolvidos em empréstimos fraudulentos para o Governo de Moçambique. A SEC (Securities and Exchange Comission), autoridade de mercado dos EUA equivalente à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) brasileira, está investigando a venda de US$ 850 milhões em títulos do Moçambique pelo Credit Suisse, o russo VTB Group e o BNP Paribas. Os títulos em questão foram vendidos em 2013 para financiar a empresa estatal de pesca no país e desenvolver a pescaria de atum. No entanto, o governo declarou posteriormente que usou o dinheiro também para comprar equipamentos militares. (Fonte: http://www.finnews.com.br/escandalo-em-mocambique-faz-papeis-do-credit-suisse-e-bnp-cairem-com-forca/)

Angolagate, Compra de Armas e Genocídio em Ruanda – O Banco é acusado de financiar a compra de Armas em Ruanda, num processo que levou ao genocídio de mais de 800 mil pessoas. Segundo as associações de combate à corrupção Sherpa, o Coletivo de Partes Civis para Ruanda (CPCR) e a ONG Ibuka France acusam o BNP – que só mais tarde passou a ser chamado BNP Paribas, de ter permitido o financiamento da compra de armas para o regime de maioria hutu, mesmo sabendo das intenções genocidas das autoridades. (Fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2017/06/organizacoes-processam-um-dos-maiores-bancos-da-europa-por-envolvimento-do-genocidio-de-ruanda.html)

Petróleo por Alimentos – A filial americana do banco francês BNP Paribas está sob suspeita de negligência no controle das transações ligadas ao programa da ONU para o Iraque “Petróleo por Alimentos”, segundo denúncia feita pelo Congresso dos EUA. “Há indicações de que o banco pode não ter cumprido suas obrigações na administração do programa Petróleo por Alimentos”, denunciou o presidente da Comissão de Relações Internacionais da Câmara de Representantes, Henry Hyde, acrescentando que a instituição pode, inclusive, ter autorizado o pagamento a terceiros, cujos nomes não constavam da carta de crédito. “As provas parecem indicar que, em alguns casos, decidiu-se realizar pagamentos pelo programa Petróleo por Alimentos sem verificar a entrega dos produtos e outros documentos exigidos”, revela um trecho do texto divulgado à imprensa antes do pronunciamento de Hyde. (Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2004/11/17/ult34u110337.jhtm)

Lavagem de Dinheiro na Espanha – Diretores do Banco são investigados por lavagem de dinheiro na Espanha. O juiz José de la Mata, da Audiência Nacional, alto tribunal especializado em casos complexos, sobretudo de corrupção, solicitou o comparecimento em meados de junho deste ano de sete ex-diretores do espanhol Banco Santander e três da sucursal espanhola do francês BNP Paribas, segundo os autos do processo. (Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2017/05/03/interna_internacional,866731/dez-ex-diretores-do-santander-e-do-bnp-sao-investigados-na-espanha.shtml)

Processo criminal nos Estados Unidos – Em 2014, o Banco pagou uma multa histórica de US$ 8,97 bilhões para encerrar processo criminal contra si, nos Estados Unidos. A punição foi considerada sem precedentes pelo Wall Street Jorunal. (Fonte: https://www.wsj.com/articles/bnp-tem-o-desafio-de-reconstruir-sua-reputacao-apos-multa-historica-1404187394).

Saques milionários na Argentina – Cinco diretores o Banco foram indiciados na Argentina por envolvimento num esquema milionário de saques ilegais e remessas para paraísos fiscais. (Fonte: https://www.mediapart.fr/es/journal/international/171016/el-banco-bnp-paribas-investigado-por-un-escandalo-de-mil-millones-de-dolares?_locale=es&onglet=full01/11/2017)

Envolvimento com a JBS – A JBS, cuja família controladora está envolvida no escândalo de corrupção apurado pela operação Lava Jato, anunciou planos de vender a Moy Park, em 20 de junho. Para mediar a operação, o banco escolhido foi justamente o BNP Paribas (Fonte: https://www.ultimoinstante.com.br/ultimas-noticias/economia/jbs-escolhe-bnp-paribas-para-assessorar-venda-da-moy-park-diz-fonte/192278/)

Escândalo da Siemens – O banqueiro suíço Jean-Claude Oswald, antigo executivo do BNP Paribas e do Dresdner Bank, é suspeito de envolvimento no escândalo de pagamento de subornos na Siemens e em negócios de armas ilegais.(Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/justica/detalhe/banqueiro_suico_envolvido_no_escandalo_de_subornos_da_siemens_esta_sob_custodia_na_grecia)

Favores de Fernando Henrique Cardoso – Historicamente, em períodos de crise externa adquirir títulos da dívida externa com deságio e revendê-los pelo seu valor de face constituiu-se na mais rentável operação do século, responsável por grandes fortunas construídas ao longo da história. Com a moratória de Sarney, o então Ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira decidiu implementar um plano que disciplinasse as conversões e impedisse as jogadas costumeiras com dívida externa. Consistia na “securitização” da dívida. Ou seja, quem tinha créditos contra o país trocaria por novos títulos, a prazos elásticos, taxas de juros razoáveis e valendo apenas uma fração da dívida original. Bresser-Pereira caiu logo após propor a “securitização”, e foi substituído por Maílson da Nóbrega. Mailson engavetou o plano de Bresser e lançou outro, permitindo a conversão total da dívida em cruzados, com o compromisso de investir no país. Havia um prazo para a conversão, mas montou-se inicialmente uma operação para os mais amigos. Bancos estrangeiros ficaram de fora. Nos anos seguintes, a influência política de economistas e políticos ligados ao BC garantiu a abertura de exceções, uma das quais foi para o empresário Alberto Achcar, envolvendo o Banco Paribas, da França. O livro “Privataria Tucana” sugere que FHC teria atuado para ajudar Achcar a conseguiu a conversão fora do prazo. (Fonte: https://jornalggn.com.br/noticia/o-escandalo-que-“o-principe-da-privataria”-trouxe-a-tona)

Panama Pappers – O Banco é citado no escândalo de lavagem de dinheiro e evasão de divisas conhecido como Panamá Pappers. O Banco  teria participado de uma mega fuga de ativos da Argentina para o exterior. (Fonte: https://www.pagina12.com.ar/diario/economia/2-296320-2016-04-06.html)

Cartel e Manipulação de Câmbios no Brasil – O CADE incluiu o BNP Paribas na lista de bancos envolvidos em um esquema internacional de manipulação de Câmbio e formação de Carte, as multas superam R$ 180 milhões. (Fonte: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/12/13/Como-uma-investigação-internacional-levou-o-Cade-a-multar-5-bancos-por-cartel)

Punição nos EUA por manipulação de Câmbio – O Banco teve pagar multa superior a US$ 240 milhões por participar de um esquema de manipulação de Câmbio nos Estados Unidos (Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/afp/2017/07/17/banco-bnp-paribas-e-a-pagar-multa-de-us-246-milhoes-nos-eua.htm).

Prisão em Hong Kong – Um dos vices-presidentes da instituição foi condenada à Prisão em Hong Kong por se aproveitar de informações confidenciais (Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/fraudes/crimes/ex-vice-presidente-do-bnp-paribas-condenado-a-prisao)

Leia também...

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked with *