VIOLÊNCIA CONTRA O POVO: ESTADO REPRIME MANIFESTANTES NA ALERJ

VIOLÊNCIA CONTRA O POVO: ESTADO REPRIME MANIFESTANTES NA ALERJ

 

O povo do Rio de Janeiro tomou as ruas mais uma vez contra o pacote de maldades do Governo do Estado e contra a privatização da CEDAE em ato organizado pelo MUSPE, do qual a CTB-RJ também se fez presente. Milhares de trabalhadores e trabalhadoras tomaram as ruas do centro da cidade contra a nova versão do pacote de maldades do governo do Estado. As diferenças para o anterior não existem e, mais uma vez, Pezão tenta colocar na conta do trabalhador a crise causada pelos governos do PMDB. Tragédia e Farsa são dois conceitos perfeitos para retratar o que acontece no Rio de Janeiro.

Liderado pelo Muspe, o protesto é o terceiro ato do ano contra as medidas de ajuste nas contas do estado, o primeiro na Assembleia. Os parlamentares não votarão nada nesta quarta-feira, mas será apresentado, a partir das 13h, o projeto do governo estadual que prevê medidas como o aumento da tarifa fixa previdenciária de 11% para 14%, além de uma alíquota extra de mais 8% durante três anos, prorrogáveis por mais três. O ato foi reprimido com violência, o que gerou críticas do Secretário de Comunicação e Imprensa da CTB-RJ, Paulo Sérgio Farias, que afirmou:

“O Governo do Estado e a Assembleia Legislativa comandada por Jorge Picciani acabou com o ato unificado dos servidores com o uso de bombas de gás de efeito moral, lacrimogênio sobre milhares de trabalhadores que protestavam de forma pacífica contra o pacote de maldades do governo Pezão, contra as medidas que tão sendo impostas contra o povo brasileiro pelo Governo Golpista de Michel Temer, contra as mudanças na Previdência Estadual e, principalmente, contra a privatização da CEDAE. O Governo, de forma autoritária, reprime uma manifestação que ocorria de forma pacífica. A CTB-RJ condena essa atitude que lembra os piores anos da ditadura.”

O Muspe protocolou, no ano passado, dois pedidos de impeachment na Alerj contra o Luiz Fernando Pezão. Ambos foram rejeitados pelo presidente da casa, Jorge Picciani, que acabou reeleito para mais um mandato. Este ano, o Muspe já protocolou mais um pedido de impeachment, o terceiro. O movimento alega que houve crime de responsabilidade fiscal porque o governo repassou para a saúde 9% da receita estadual, em vez de 12%, como determina o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

A repressão foi intensa. Alguns trabalhadores foram feridos no protesto feito nos arredores da Assembleia Legislativa do Rio. Pelo menos um homem precisou ser socorrido por outros manifestantes, depois de ter sido atingido por um tiro de bala de borracha no peito, durante o confronto com a Polícia Militar. Ele saiu do local sangrando e carregado por servidores. Outras pessoas também ficaram machucadas.

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