VIOLÊNCIA E ASSÉDIO: MARCAS DE UM CARNAVAL MACHISTA

VIOLÊNCIA E ASSÉDIO: MARCAS DE UM CARNAVAL MACHISTA

Uma das mais belas festas populares do mundo, esse ano, foi manchada com a barbárie machista. Seja no caso das mulheres que faziam campanha contra o assédio e que foram assediadas e agredidas, seja no caso da bióloga apalpada e agredida num bar da Lapa, ou ainda no caso da jovem que recebeu uma cabeçada gratuita e foi ofendida por um homem enquanto ia para um bloco, o machismo mostrou sua face mais violenta e misógina às mulheres no carnaval desse ano.  

De acordo com dados da Polícia Militar, foram 2.154 casos de violência contra a mulher registrado nesse carnaval. O número representa que, nesses dias de folia, uma mulher foi agredida a cada 3 minutos. Isso tem que acabar!

A Secretaria da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ alerta para o fato de que não é apenas no Carnaval que as mulheres são vítimas da violência. Dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres (extinta pelo governo golpista) revelam que, no ano passado, o Brasil registrou 1 caso de violência doméstica a cada 7 minutos.

“Não podemos aceitar nenhum tipo de violência contra a mulher! Os números desse carnaval são alarmantes e demonstram a necessidade da militância feminista estar unida na luta contra esse tipo de violência e a necessidade do poder público tomar medidas urgentes para conter esse índício” – afirmou a Secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ, Katia Branco.

Segundo a ONU, o Brasil é o quinto país no mundo que mais mata mulheres. Fica atrás apenas de El Salvador, Guatemala, Colômbia e Rússia. As mulheres negras são as maiores vítimas desses casos. Pelos dados do Mapa da Violência de 2015, morreram assassinadas 66,7% mais mulheres negras do que brancas no Brasil. Números que, para além de repudiar, precisamos combater.

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